Oh, o campeão voltou, o campeão voltou!

Uma das maiores e mais oportunas conquistas da seleção brasileira, indubitavelmente, foi a Copa das Confederações.

Ainda mais numa final eletrizante, embalada por um público que representou condignamente, em alto e bom som, as vozes de toda uma nação apaixonada pelo selecionado nacional.

Um público que vez ecoar num maracanã, para um Brasil de audiência.

Muitas foram a analises da vitória brasileira por três a zero diante da campeã do mundo.

Mas o que enfocamos nesta reflexão são o valor, a importância, o papel, o significado das vozes, durante toda a Copa das Confederações e em especial na final do Maracanã.

Antes de avaliarmos os vários momentos da participação do torcedor, mesmo antes do inicio do jogo Brasil X Espanha, é importante compreender que percurso cumpriam aquelas vozes, entoadas com as mais diversas frequências, ritmos, amplitudes, volumes e harmonias.

Primeiramente é interessante entender que o som é uma onde física mecânica que se propaga pelo espaço diminuindo progressivamente a intensidade inicial até ao ponto de não se ouvir mais nenhum som.

Além das inegáveis virtudes futebolísticas dos jogadores brasileiros nesta quarta conquista da Copa das Confederações, com certeza as vozes dos torcedores, emitidas foram decisivas e definitivas para a vitória.

Um maracanã entoando afinadamente o hino nacional, foi o pontapé inicial para a grande conquista.

Aquelas vozes penetrando nos ouvidos de cada um presente, ecoando para fora do estádio pela transmissão do rádio e da televisão e principalmente atingindo a audição de cada jogador.

Um som que penetra pelo ouvido externo, passa pelo ouvido médio e interno, circula pela cóclea, alcança a medulo central, altera a pressão arterial, batimentos cardíacos, pulsação, meche com a respiração, vai até o córtex cerebral e numa simples decodificação gera o entendimento, a compreensão do significado daquelas vozes.

Sem dúvida, as consequências de todo este cenário, influenciou no resultado final. Dá pra imaginar aquelas vozes penetrando nos ouvidos de cada presente, ecoando para fora do estádio pela transmissão do rádio e da televisão e principalmente atingindo a audição de cada jogador.

Aquele som, cantando numa só voz, a letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva, resultou em cada um dos atletas brasileiros.

O gol inicial, no começo da partida, foi de extrema oportunidade, empolgando todo a maravilhosa torcida que ao longo do jogo, numa unissonidade extraordinária, cantava como um coro que parecia ensaiado a exaustão, o campeão voltou, o campeão voltou.

Cremos que dá para considerar legitimamente em grande parte da vitória contra os espanhóis, o toro da torcida brasileira.

Por falar em espanhóis, lembramos das touradas e do seu mais emblemático signo sonoro, lendário o olé.

Afinal, o campeão voltou, o campeão voltou. Que música mais desejável e desejada pra todos nós, brasileiros e brasileiras.