Instructional Voice Design

Instructional Voice Design é uma aplicação do voice design no universo do design instrucional.

Durante a apresentação formal do Voice Design no 19º Congresso Internacional de Educação a Distância e em Salvador e da apresentação especial no 20º CIAED que aconteceu em Curitiba, ocasião que lançamos Instructional Voice Design.

O design instrucional é uma área que corresponde, segundo Andrea Filatro, à “ação intencional e sistemática de ensino, que envolve o planejamento, o desenvolvimento e a utilização de métodos, técnicas, atividades, materiais, eventos e produtos educacionais em situações didáticas específicas, a fim de facilitar a aprendizagem humana a partir dos princípios de aprendizagem e instrução conhecidos”.

O Instructional Voice Design  intervêm nas diversas fases da construção do design instrucional.

A contribuição do IVD principia desde a vialibização de uma relação eficaz entre o conteudista e o designer instrucional, oferecendo estratégias, processos e métodos dialógicos que potencializem  e qualifique o produto educacional.

Para tal o IVD objetiva implementar uma abordagem nominada intercâmbio conversacional entre o conteudista e o designer instrucional, cabendo a este o exercício da função de entrevistador com a finalidade de identificar com precisão os conteúdos essenciais a serem considerados.

O Instructional Voice Design se dedica a análise da estrutura lógica da linguagem e da estética da voz, aplicando metodologias resultantes de pesquisas e estudos multidisciplinares, envolvendo diversos campos científicos.

Entre as áreas investigadas, estão: antropologia, filosofia, lingüística, neurolinguística, neurociência, acústica, retórica, música, fisiologia, medicina, psicanálise, hipnose, arte cênica, dublagem, animação, storytelling, entre outras não menos relevantes.

A atuação do Instructional Voice Design dá suporte e subsidia a definição, a concepção e a qualificação dos objetos de aprendizagem digital, bem como maximizar a aplicação científica da comunicação pela voz em convergência com recursos visuais.

A intervenção do Instructional Voice Design se dá em cada fase do design instrucional,  desde planejamento, desenvolvimento e produção de cada objeto de aprendizagem digital, na identificação do perfil do público, implicando em todas as interações entre as partes envolvidas no processo de construção do produto educacional.

O Instructional Voice Design tem pesquisado, estudo e experienciado novos processos de ensino-aprendizagem, dinâmicas de grupo e metodologias aplicadas síncronas ou assíncronas.

Uma das proposta síncronas que usa preferencialmente a plataforma de web conferência, compreende viabilizar a aplicação de uma didática predominantemente dialogada que  nominamos “intercâmbio conversacional”.

A proposta é transmitir e compartilhar conhecimento através de uma dinâmica conduzida pelo moderador da web conferência  que promova uma ativa conversação entre os participantes, ao mesmo tempo que os conteúdos são transmitidos pelo ministrante.

O propósito é usufruir do tempo dispensado pelos participantes para potencializar a interação entre os participantes, deixando em grande monta o material destinado para memorização de conceitos, definições para serem trabalhado individualmente pelo discente.

Numa proposta assíncrona o Instructional Voice Design propõe a criação, elaboração e produção de vídeos em que o ministrante reproduz simuladamente um dialogo com o discente.

Mesmo numa produto gravado, o ministrante conduz a comunicação do conteúdo transmitido de tal forma que o aluno estabeleça uma conversação.

Para isso, o ministrante oraliza o conteúdo oferecendo oportunidades de respostas do discente através de pausas estratégicas, com duração de tempo suficiente para que seja possível a participação do aluno, ou mesmo ocorrendo com o recurso de perguntas que promovam o diálogo.

Neste processo assíncrono o discente tem durante a exibição dos vídeos momentos para responder perguntas objetivas, assinalando as opções desejadas.

O planejamento estabelecido para a aplicação da capacitação do Voice Design, visa a identificação de critérios de avaliação para a construção de indicadores de desempenho da organização, com a finalidade de aferir os resultados socioeconômicos alcançados, considera os seguintes propósitos:

  1. Coletar, organizar e hierarquizar os dados e informações em blocos;
  2. Selecionar os conceitos essenciais e as expressões chave;
  3. Criar categorias de três a quatro itens cada;
  4. Roteirizar os dados e informações selecionadas numa revelação progressiva: exposição, demonstração e ilustração;
  5. Elaborar o conteúdo considerando a estrutura da lógica da linguagem e estéticas da voz;
  6. Compor melodicamente o conteúdo composto de frases curtas e na ordem direta;
  7. Evitar uso da preposição e conjunção;
  8. Aprender a ser autêntico, explorando as características da sua individualidade;
  9. Contextualizar o tema abordado;
  10. Produzir títulos e manchetes para ajudar a contextualizar o que é essencial;
  11. Utilizar o recurso de contar histórias;
  12. Dar exemplos para melhorar a aprendizagem;
  13. Mostrar como pode ser feito,
  14. Explorar as características da sua individualidade;
  15. Sintetizar as informações mais relevantes;
  16. Preparar uma abertura impactante e final marcante;
  17. Desenvolver o conteúdo intercalado com atividades e exercícios, desdobrando o conteúdo;
  18. Utilizar substantivos concretos ao invés de abstratos;
  19. Entender o seu público, antes de tentar se comunicar com ele;
  20. Escutar para ser ouvido pelo seu público;
  21. Aprender a falar com o coração;
  22. Considerar os modelos mentais, experiências passadas dos receptores;
  23. Considerar os aspectos culturais do receptor. Cada cultura reage de forma distinta;
  24. Levar o receptor a reconhecer ao invés de lembrar a informação;
  25. Repitir as informações para viabilizar a memorização;
  26. Ensinar o receptor aprender com os próprios erros sem constrange-lo;
  27. Executar o planejamento fonético considerando: entonação, ritmo, altura, velocidade, volume, amplitude, harmonia, entre outras;
  28. Perceber o corpo como aparato fonador, nos compreendendo analogamente a um instrumento musical;
  29. Incluir no planejamento fonético a aplicação de pausas estratégicas, visando oportunizar a compreensão da mensagem oralizada;
  30. Contemplar na composição do conteúdo a reflexão gerada pela recurso lingüístico do questionamento, da pergunta promotora do diálogo com o receptor;
  31. Identificar e aplique a sonoridade adequada a cada contexto e circunstância, imprimindo a intencionalidade e a capacidade afetiva de atingir o emocionalmente o receptor;
  32. Conduzir o receptor a expandir a consciência plena sobre o ato comunicacional;
  33. Monitorar a quantidade de informações, capacidade de lembrança (até quatro itens) e do processamento da limitada memória de trabalho ou funcional do receptor;
  34. Dividir ideias complexas em etapas mais simples;
  35. Usar a atenção plena do receptor (10 minutos) e dê breves intervalos para nova abordagem e assim sucessivamente;
  36. Utilizar recursos contemplando as três predominâncias de aprendizagem – visual, auditivo e sinestésico;
  37. Motivar o receptor através da experiência de progresso, domínio e controle sobre o objetivo proposto;
  38. Apresentar uma abordagem de cada vez, as pessoas não conseguem fazer várias atividades ao mesmo tempo, apenas uma de cada vez;
  39. Sincronizar a mensagem oralizada aos elementos gráficos,
  40. Considerar que canais sensoriais diferentes competem  que a visão é o mais sensível dos sentidos e que a audição é a mais poderosa para a compreensão;
  41. Moderar o uso de objetos visuais e de palavras escrita, privilegiando a palavra falada;
  42. Priorizar contar histórias do que apresentar dados, elas atraem os receptores;
  43. Apresentar de um projeto elaborado que comprove a sua capacitação de execução das atividades de voice designer aplicadas na Educação a Distância;

Mensuração dos Resultados da aplicação do Instructional Voice Design

Preliminarmente os participantes são submetidos a uma autoavaliação, antecedendo a ministração da capacitação, com o propósito de identificar o perfil e diagnosticar cada aprendiz, procedimento que será repetido após a realização da capacitação, visando a mensuração dos objetivos estabelecidos.

Posteriormente a realização da capacitação é que o Voice Design aplica os critérios e indicadores identificados para a mensuração de desempenho da empresa/instituição, considerando um determinado período a ser estabelecido, obejtivando subsidiar a tomada de decisão, avaliação e gestão de recursos de informação.

As métricas de mensuração dependem da natureza e das características da organização, podendo o incidir sobre otimização de hora/homem, aumento de performance de venda, crescimento dos índices de produtividade, ampliação de mercado de produto ou serviço, capacidade de retenção de profissionais, manutenção e ampliação da base de clientes, minimização de evasão de consumidores, notadamente de discentes do ensino presencial e a distância, entre outros motivos.

Contextualizando, por exemplo, no cenário educacional a capacitação de docentes resulta no aumento da qualidade das ministrações de aulas presenciais e a distância, o que resulta no aumento da base de alunos e na minimização da evasão escolar, entre outros benefícios.

Na área comercial, a aplicação do Voice Design contribui para a otimização de hora/homem na atividade de venda, na qualificação da abordagem e na potencialização dos resultados financeiros, a partir do uso de recursos visuais, capazes de sintetizar e simplificar a comunicação do produto ou serviço, sustentados por uma oralização objetiva, clara e assertiva.