Voice design: Funcionamento cerebral da linguagem – Augusto Cury

A palavra falada é a expressão plena do pensamento dialético que é o pensamento que mimetiza que copia os símbolos do som, da voz.
O pensamento dialético é o pensamento que financia a comunicação social, geram toda a racionalidade dialética e subsidiam a produção científica e coloquial do conhecimento. Têm natureza virtual e são produzidos através das leituras dos pensamentos essenciais.
O pensamento antidialético é o pensamento mais profundo, é o pensamento que você não precisa de um código, você vê por múltiplos ângulos o mesmo fenômeno, ele não mimetiza, não copia os símbolos da linguagem sonora ou visual.
Eles são “quadros intelectuais”, imagens mentais, que expressam a consciência existencial das angústias, das fobias, do humor deprimido, do prazer, da inspiração, das imagens, das relações tempo-espaciais etc.
Têm natureza virtual e são produzidos a partir da leitura dos pensamentos essenciais e das emoções e motivações.
Os pensamentos dialéticos provocam um reducionismo intelectual quando definem os pensamentos antidialéticos que é usado na produção das idéias, das grandes idéias, embora seja o mais profundo não é o mais prático.
Já o pensamento mais bem formatado é o pensamento dialético, o que copia os símbolos da língua.
Por exemplo, eu estou falando com você o pensamento dialético que mimetiza o código, este pensamento ele é usando na escrita, no dialogo, na execução de tarefas, a palavra falada é automaticamente assimilada e ganha significado, a partir de um fenômeno chamado auto-checagem da memória, que diante de milhares ou milhões de estilos sonoros que incidem sobre o sistema auditivo, abre as janelas da memória em frações de segundos vai até o córtex cerebral que é a camada mais evoluída do cérebro e que vai ser impressa pelo fenômeno RAM (Registro Automático da Memória), preenchendo as janelas que são áreas de leitura em momentos específicos.
O fenômeno da auto-checagem da memória produz, invariavelmente, uma ponte de relação entre os estímulos sensoriais e a repertório existencial arquivado na memória.
A palavra falada ela é incorporada primeiramente pelo sistema auditivo que aciona milhares de estimulos no processo educacional, formando a base da plataforma das janelas do corter cerebral que dará sustentabilidade para a compreensão dos milhares ou milhões de sons que nós temos contato.
São essas janelas contendo milhares e milhões de informações que define o tempo espacial dos verbos, amarrando-os num pronome, num substantivo e num adjetivo, formando as cadeias de pensamentos.
É um processo automático e involuntário, através desta relação estreita entre a auto-checagem da memória e a abertura de múltiplas janelas da memória.
Portanto, o som é um sistema de códigos frios, seco que dá significado a aquilo que é arquivado ao longo da nossa existência e que vai fazer que haja um processo de assimilação.

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