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A MINHA PAIXÃO PELA VOZ

Ao longo de meus 38 anos de carreira no rádio e na televisão, como repórter, apresentador, produtor e narrador esportivo, pesquisei sistematicamente sobre os múltiplos atributos da voz humana para fins comunicativos.

Desde a minha  infância fui um apaixonado pela voz humana, principalmente transmitida pelas ondas hertzianas do rádio.

Fui privilegiado ao ouvir as histórias contadas pelo minha avó paterna,  Zaquie Cury, especialmente pela coleção intitulada “Tesouros da Juventude”.

Como me deliciava escutar contos como “Os Três Porquinhos”, “Chapeuzinho Vermelho”, “João e Maria”, entre outras histórias inesquecíveis.

Durante minha primeira infância apreciava muito ouvir as conversas dos adultos.

Era muito frequente ficar ouvindo os bate papos da minha mãe, Neusa e da minha vó, Zaquie nas reuniões com suas amigas.

Elas passavam longas tarde conversando sobre assuntos diversos, normalmente tomado um café árabe que era feito sem coar, comendo bolachas de mantegal, além de outros quitutes, alias muito gostosos como podemos imaginar.

E eu sempre intervia com as minhas histórias que apesar de ser criança, já tinha meu modesto repertório.

Lembro-me das amigas de minha mãe e da munha avó dizerem que eu era um menino muito falando e algumas arriscavam afirmar que era inteligente.

Prestava muita atenção não necessariamente sobre o que elas falavam, por se tratar de assuntos de mulheres, mas o modo como elas contavam as suas histórias, experienciarias, vivências.

Como elas narravam o cotidiano.

Frequentemente se emocionando, inda as lágrimas, em outros momentos dando sonoras gargalhadas, dramatizavam fatos vivenciados, contamos aos moldes das grandes rádio-novelas da época.

Além das conversas femininas, também apreciava estar nas rodas dos homens.

Costumeiramente fica na sala de visitas de meu avô paterno, Jorge, ouvindo as conversas entre ele e meu pai, Getúlio, meus tios, irmãos da vovó e seus amigos.

Só que este cenário raramente eu contava as minhas história. Já era uma concessão ficar ouvindo. Naquela época não era permitido às crianças participarem dos bate-papos de adultos.

Também era frequente ouvir a declamação de belas poesias pelos meus tios, irmãos da vovó e pelos meus pais, o que certamente me motivaram a me interessar pelas inflexões, entonações das vozes com apurada técnica, própria daquela época, daquela cultura.

Minha mãe, Neusa Gil Cury, era poeta e meu pai, declamador de poesias.

Ele apresentava na década de 50 pela Rádio Tingui – Curitiba um programa de declamação de poesias nominado, “Acordes do Coração”. Alias o nome do programa foi dado pela minha mãe.

Nesta fase da vida gostava muito acompanhar o desempenho de profissionais do rádio que monopolizavam a atenção de grandes multidões, da interpretação dos rádio-atores e depois da entonação vocal dos tele-atores, dos excepcionais locutores esportivos, do prazer de contar e de ouvir histórias, especialmente dos mais experientes.

Por isso escolhi ser radialista e jornalista e em grande monta influenciada pela carreira profissional de meu pai, Getúlio Cury, mas sobretudo pela paixão pela comunicação manifestada pela voz.

Com a decisão tomada de ser um profissional, tive a oportunidade de iniciar a carreira na Rádio Marumby de Curitiba, na função de rádio-escuta.

O rádio-escuta é uma atividade dentro do rádio esportivo de colher os resultados parciais e finais dos jogos para o plantão esportivo transmiti-los aos ouvintes.

Com isto, ainda que sem a intencionalidade de hoje, estavamos dando início no ano de 1972 a pesquisa que atualmente me dedico, ouvindo as mais variadas vozes da época, os grandes profissionais do rádio esportivo brasileiro.

Em setembro de 73 iniciei na função de repórter na Rádio Cultura do Paraná (Programa Viva o Futebol de Dirceu Graeser) e no ano seguinte na TV Paranaense – Canal 12 (Programa Mário Vendramel), além dar os primeiros passos como narrador esportivo na Rádio Marumby.

Um das minhas atividades era entrevistar jogadores, treinadores, dirigentes e até torcedores após os jogos para repercutir no programa “Viva o Futebol”.

Entretanto, durante os jogos visitava seguidamente as cabines de rádio nos estádios para pesquisar e estudar as performances, principalmente dos narradores esportivos, mas também dos comentaristas, repórteres e plantões.

Já que estamos historiando sobre minha carreira, aproveito a quem posso interessar, que em 75 atuarei como repórter do “Viva o Futebol” de  Dirceu Graeser pela Rádio Clube Paranaense, em 76 pela Rádio Cruzeiro do Sul, 77 na Tapajós (atual Rádio Mais) como narrador esportivo.

De 1988/91 trabalhei na Rede OM de Televisão – Canal 6, nas áreas esportiva e de jornalismo. Em 91 com o programa “Gazeta do Rádio” pela Rádio Colombo do Paraná, em 92 pela Rádio Cultura com o programa “Tribuna do Rádio”.

De 1991/95 Rádio Paraná, numa das melhores fases da minha carreira, na equipe comandada por Rosildo Portela.

No ano de 93 pela CNT – Central Brasileira de Televisão – Canal 6 no programa “Gente e Cia” foi escolhido pela eleição anual promovida pela Diário Popular o Repórter do Ano.

Em 95 fundamos a Central de Radiojornalismo, uma agência de notícias para o rádio, que em 2008 foi incorporada a WEBCOMBRASIL criada para ampliar as atividades voltadas a produção e gestão de conteúdo em áudio na plataforma web.

Em 2001/2002 narrador da Rádio Paraná Educativa sob o comando de Claudio Ribeiro, ao lado do consagrado narrador esportivo Fuad Kalil.

Nos anos de 2005 e 2006 atuaei como narrador da Rádio Cultura – Curitiba e em 2009 e 2010 Rádio Mais numa equipe liderada por Osires Nadal, neste último ano cobrindo a Copa do Mundo da África, oportunidade de encerrei a carreira para me dedicar integralmente a pesquisa e o estudo sobre o poder da palavra falada que mais adiante se constituiu na área do conhecimento nominada Voice Design.




A PESQUISA INTENCIONAL

Confesso que hoje exerço a profissão com muito entusiasmo e por isso tenho sistematicamente me dedicado ao estudo, a pesquisa da palavra falada, o seu poder comunicacional, seus significados, suas manifestações, seus elementos, suas características, como se dá seu funcionamento e suas aplicações midiáticas.

Após  diversos oportunidades palestrando sobre temas de interesse das áreas de radiodifusão, radiojornalismo e mais recentemente sobre novas mídias, principalmente pelo intenso interesse em estudarmos e pesquisarmos permanentemente sobre os mais variados aspectos do poder comunicacional da palavra falada, decidimos em 2010 dar início a carreira de palestrante e consultor sobre o tema intitulado: Voice Design, O Poder da Palavra Falada Aplicada.

Estes estudos e pesquisas no campo da semiótica, da sintaxe, da semântica, da oralidade,  da linguística, da fonologia, da fonética, da neurolinguística, da neurociência, da psiquiatria, da hipnose, da musicalidade, da sonoridade, da filosofia, da fisiologia, das mídias convencionais e digitais entre outras área da ciência, resultaram na constatação da necessidade de prestarmos consultoria.

A consultoria sobre o poder da palavra falada aplicada  e a aquisição da habilidade de ouvir, atua numa nova área da comunicação sob a designação de voice design que compreende a implantação de processos, serviços e atividades planejadas para atender a necessidade do público interno e externo da sua organização, considerando a fundamentalidade da comunicação interpessoal, relacional e intrapessoal no âmbito social, profissional e organizacional.

O crescimento e desenvolvimento do Voice Design, desde o início das pesquisas e estudos em agosto de 2008, se deu pelos resultados alcançados com realização de palestras, workshops, cursos e treinamentos, a exemplo da participação no Educar/Educador 2013, entre os dias 22 a 25 de maio em São Paulo.

Na ocasião foi proferida palestra sobre o tema, além da realização de dez rodas de conversas com professores de diversas partes do país no estande de duas instituições educacionais – o SEFE e Sem Fronteiras.

Com a aprovação de um trabalho científico pela comissão de análise e avaliação da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância, sob o título, “Voice design, o poder da palavra falada aplicada” esta área do conhecimento foi apresentada a comunidade científica e acadêmica durante o 19º Congresso Internacional de Educação a Distância, entre os dias 9 e 12 de setembro de 2013 em Salvador, o que segundo Cury, deu legitimidade  a criação do Voice Design Institute, onde ocupa da presidência da entidade.

No 20o CIAED realizado em Curitiba em outubro de 2014 lançamos o Instructional Voice Design  e em junho de 2015 o Brand Voice Design.




A VOZ HUMANA

A voz é a função do corpo que mais se expõe e a que mais nos expõe e que saber utilizá-la com excelência é uma importantíssima habilidade e um relevante fator de humanização das relações pessoais e profissionais.

Nós não temos nenhum “ponto surdo”, pois a audição é e sempre foi o nosso sentido primário de aviso, porque é vital para a nossa consciência espacial.

É por isso que há poucas ilusões sonoras, e por que essa expressão é desconhecida – considerando que a “ilusão de ótica” é tão familiar.

O sentido da audição não pode ser desligado à vontade. Não existem pálpebras auditivas.

A comunicação oral atua com profundidade no intelecto do indivíduo, levando o receptor ao um grau elevado de atenção, promovido pela ativação mecânica transmitida pela voz.

As vibrações físicas mecânicas do som são recepcionadas pela audição, atingindo a medula central, mesmo que sutilmente, altera a nossa respiração, nossa pulsação, a pressão sanguínea, a tensão muscular, a temperatura da pele e outros ritmos internos, promove a liberação de endorfina.

O som emitido pela voz tem um fenômeno áudio-tátil.

Somos tateados pelos sons, sejam notas musicais, palavras cantadas e palavra falada, por intermédio dos ouvidos, mas também pela pele, pelos ossos e por todo corpo.

A palavra falada tem uma decodificação só, uma simples decodificação transformando a palavra em entendimento cerebral, na palavra escrita há uma dupla decodificação, tendo que transformar aqueles hieróglifos, aquele símbolo em palavra que depois são decodificadas pelo cérebro.

“Ao aprender a falar, o ser humano também aprende a pensar, na medida em que cada palavra é a revelação das experiências e valores de sua cultura. Desse ponto de vista, tem-se que o verbal influencia nosso modo de percepção da realidade. Portanto, cabe a cada um assumir a palavra como manutenção dos valores dados ou como intervenção no mundo.” Cláudia Lukianchuki

A oralidade permite a conquista da plena de expressão do pensamento estruturado, do exercício do poder sobre si focado do legítimo interesse do outro, na formação de liderança, na manifestação da personalidade (Pessoa no grego: Por meio do som), vencer a infantilidade intelectual (Infantil no grego: Não domina o atributo da fala), entre inúmeros argumentos e aspectos.

No livro O Efeito Mozart de Dom Campbell relata as experiências do Dr. Alfred Tomatis, M.D., médico francês, dedicado a pesquisas da audição humana que descobriu que a voz da mãe serve como cordão umbilical sônico para o bebê em desenvolvimento e também como fonte primal de estímulo. Ele afirma que o feto é capaz de escutar. O ouvido é o primeiro “órgão” a se desenvolver no embrião, ou seja, o que a futura mamãe ouve, sejam as suas músicas preferidas, as conversas ou mais outros sons são ouvidas também pelo futuro bebê que está funcional a partir de quatro meses e meio de gestação, e que interferem em suas características – que começa a se manifestar nos primeiros meses de vida.

O primeiro choro é que marca o início da nossa vida. Antes de darmos os primeiros passos já pronunciamos as primeiras palavras. A criança passa a aprender desde bebê que a voz é o instrumento básico para o relacionamento com o mundo.

Ainda ele afirma que “a nutrição vocal que a mãe provê é tão importante como o seu leite para o desenvolvimento da criança”.

A palavra falada tem grande influência na maneira como vivemos, pois é por meio dela que as pessoas na maior parte do tempo se comunicam com o mundo externo, a partir do primeiro choro.

As palavras carregam o poder criativo ou destrutivo. A fonte da palavra é o pensamento. A língua dispara e verbaliza o pensamento.

A palavra é um símbolo que expressa uma ideia, e está intrinsecamente relacionada com nossa mente que, por sua vez, está relacionada diretamente com nosso corpo, com nossos sentimentos, com nossas atitudes e com nossas ações.

Todos sabem da importância da escrita. Não se pode negar sua contribuição para a humanidade. Aposto que você não consegue pensar em escola, aula, professor, aprendizagem, enfim, em “tudo” que acredita estar relacionado ao ensino, sem antesa pensar na grande estrela – a escrita. No entanto, não se pode esquecer da oralidade. Na sua opinião, o que significa essa palavra? Qual a importância dela na sua vida? Que história já ouviu a respeito dela? É o que vamos tentar construir ao longo deste texto…

De maneira geral, quando falamos em oralidade, pensamos na exposição oral, isto é, na palavra falada. A escrita é priorizada por muitos estudiosos, mas não existe sem a oralidade. Já o contrário, acontece. De maneira alguma, estou pretendendo fazer com que pense que por esse motivo a oralidade seja mais importante que a escrita. Pelo contrário, espero que saiba valorizar tanto uma, como outra, mas é importante que tenha noção da existência de sociedades orais (pessoas que ainda hoje vivem sem a escrita).

A linguagem não se resume à escrita. Não apenas a comunicação, mas o próprio pensamento está relacionado ao som. Mesmo a linguagem de sinais – usada por pessoas que têm problemas de audição – substitui a fala e depende do discurso oral. Vejam como a linguagem é oral: você nem imagina, mas de todas as milhares de línguas – talvez dezenas de milhares – faladas no curso da história humana.

2 Adaptado por Cristiane Rocha da Silva de: ONG, Walter J. Oralidade e cultura escrita: A tecnologização da palavra. Trad. Enid Abreu Dobranszky. Campinas, SP: Papirus, 1998. p 13-24: A Oralidade da Linguagem. 35

Ao compararmos os aspectos, características e funcionalidade que envolvem a palavra escrita e a falada, temos o propósito apenas de estabelecer uma reflexão mais dedicada ao tema, deixando de eleger uma forma de linguagem em detrimento de outra, mas sobretudo com o objetivo de apresentar uma argumentação relevantes e consistentes sobre os contextos da comunicação oral, invariavelmente negligenciada nas pesquisas e estudos mais aprofundados em algumas dos diversos campos científicos.

A língua é o órgão responsável pela articulação da voz  que viabiliza a oralização da linguagem.

No português a expressão que design o orgão articulador da fala, língua, está relacionado etimologicamente a palavra linguagem.

Isso dá mais um significado da predominância da voz no universo da comunicação humana.

Não é apenas uma das formas de comunicação, ela é a essência da existência humana. Ela está presente em nossas vidas antes mesmo de nascermos.

No livro ‘O Efeito Mozart’ de autoria de Dom Campbell relata as experiências do Dr. Alfred Tomatis, M.D., médico francês, dedicado a pesquisas da audição humana que ele descobriu que a voz da mãe serve como cordão umbilical sônico para o bebê em desenvolvimento e tam como fonte primal de estímulo. Ele afirma que o feto é capaz de escutar. O ouvido é o primeiro “órgão” a se desenvolver no embrião, ou seja, o que a futuro mamãe ouve, sejam as suas músicas preferidas, as conversas ou mais outros sons são ouvidas também pelo futuro bebê que está funcional a partir de quatro meses e meio de gestação, interferem nas características dele que começa a manifestar já nos primeiros meses de vida.

Tomatis afirma que “a nutrição vocal que a mãe provê é tão importante como o seu leite para o desenvolvimento da criança”.’

O primeiro choro é que marca o início da nossa vida.

Antes de darmos os primeiros passos já pronunciamos as primeiras palavras

A criança passa a aprende desde bebê que a voz é o instrumento básico para o relacionamento com o mundo.

A voz, de muitas maneiras, é a função do corpo que mais se expõe e o que mais nos expõe. Nossa individualidade, nossas particularidades, nossa alma.

Os batimentos cardíacos estão particularmente sintonizados com sons que determinam a musicalidade de todo o corpo, enquanto a base da voz é a respiração.

Aspiramos o ar, o levamos de nossos pulmões até as profundezas das células e o devolvemos ao mundo.

Do grego a palavra respiração tem sua origem na palavra espírito, que quer dizer fôlego.

A palavra hebraica ruach significa não só espírito do gênese flutuante sobre a terra, o espírito de Deus pairava – vibrava sobre os elementos, mas também o hálito de Deus.

Se aprender a falar é o primeiro passo, a aprender a ouvir é o segundo passo e com certeza uma das questões centrais no desenvolvimento humano.

Ao ouvir aprendemos mais a pensar do que falar.

O começo do bem viver é bem ouvir.

Devemos levar em consideração os nossos públicos, os seus contextos e os propósitos ao expormos nossos conhecimentos e pensamentos, priorizando proporcionar benefícios aos nossos ouvintes.

Alfred Tomaris afirma: “Quanto mais estudo audição, mais convencido fico de aqueles que sabem ouvir constituem as exceções”.

Usamos palavras o tempo todo e nem sempre pensamos no que dizemos e como falamos.

Ela tanto pode aproximar como afastar; tanto pode oprimir como libertar; tanto pode promover a vida como matar.

Determina palavra dita em determinado contexto, pode matar a pessoa a quem está sendo dirigidos, os sonhos dela, suas aspirações, seu futuro, sua vida.Tudo o que dizemos repercute positiva ou negativamente. Somos responsáveis pelas afirmações ou negações que proferimos.

A palavra falada por nós tem grande influência na maneira como vivemos, pois é através dela que as pessoas na maior parte do tempo se comunicam com o  mundo externo.

As palavras carregam o poder criativo ou destrutivo. A fonte da palavra é o pensamento. A língua dispara e verbaliza o pensamento.

A palavra é um símbolo que expressa uma ideia, e está intrinsecamente relacionada com nossa mente. A mente, por sua vez, está relacionada diretamente com nosso corpo, com nossos sentimentos, com nossas atitudes e com nossas ações.

A palavra também está diretamente relacionada à capacidade de realização pessoal.

Aquilo que acreditamos em nossas vidas é formulada por frases que adotamos como verdade. Tais frases, também conhecidas por crenças, moldam a realidade à nossa volta.

Uma das maneiras de aumentar o poder de realização pessoal é alinhar a sua palavra com suas atitudes e ações.

Uma forma de refortalecer o poder de sua palavra é começar primeiro a perceber o que você diz à si mesmo e às pessoas à sua volta.

Outra orientação é alinhar aquilo que você fala, o que você pensa, com o que você faz é aprender a monitorar cada ato comunicacional.

Por exemplo, cumprir  cada compromissos assumido, por mais triviais que possam significar.

Peça um tempo para refletir e responder com mais calma, quando você for solicitado a ir ou fazer algo que não tem tanta certeza que quer ou pode cumprir.

Com a prática, o hábito de estar presente e atento à sua mente, seu corpo, seus sentimentos e suas atitudes, será tão natural que tudo aquilo que expressar verbalmente ou não, terá um grande poder de realização interior




A PALAVRA FALADA

No princípio era o Verbo, a Palavra, o Logos, expressão grega que significa palavra e que através de filósofos como Heráclito de Éfeso (por volta do séc. VI a.C.), veio a ter o conceito de razão, daí logia, lógica, tanto como a capacidade de racionalização individual ou como um princípio cósmico da Ordem e da Beleza.

O Verbo compreendido como o som inaudível, matriz central da expressão plena do pensamento do autor da existência, a partir daquele que precede a tudo, o originador de todas as coisas.

Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra: “No princípio era o Logos, e a Logos estava com o Deus, e a Logos era Deus”  (Há traduções do Evangelho em que Logos é o “Verbo”).

No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.

No início do livro de Gênesis está escrito: Os céus e a terra eram sem forma, vazia e escura. O espírito de Deus pairava (vibrava) sobre eles – e só então que Deus disse (falou): “Haja luz “ e houve luz.

Ainda neste mesmo livro, Deus dá autoridade para homem dominar sobre toda a criação através do poder do verbo, da palavra falada, e determinando ao homem a tarefa de nomear (afirmar a existência de algo), aos animais, as aves dos céus e todas as feras selvagens, fazendo com que o homem exercesse a condição de co-criador.

Ainda nas escrituras sagradas Deus afirma o caráter eterno da palavra, quando Deus diz: “Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras são eternas”.

Outras citações que atestam o poder transcendente da palavra falada e ouvida.

Prov. 18.21 – A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

Existem algumas coisas que depois de atiradas não existe mais volta. Duas delas são a “ flecha lançada” e a “palavra falada e ouvida”.

Porém existe uma diferença básica entre a flecha e a palavra. A flecha quando atirada, pode ou não  acertar o seu objetivo, o alvo, que pode ser de madeira, pode ser uma animal, um ser humano, uma árvore, ou seja, qualquer coisa.

Entretanto, a palavra quando é lançada sempre acerta o alvo, o coração de alguém, pelo ouvir. Quando alguém  lança uma palavra ele não errará, acertará, com certeza, o seu objetivo , ou seja, alguém será atingido, pelo ouvido.

E, como a palavra tem poder, o seu lançamento pode provocar vida ou morte.

Ela provocará vida ao ser ouvida quando representar elogio, força, afeto, carinho, compreensão, conselho, ou seja, quando estiver implícito, neste lançamento, amor.

Ela provocará morte ao ser ouvida quando representar crítica, desânimo, amargura, ciúme, incompreensão, isto é, quando estiver implícito, neste lançamento, intolerância.

A grande verdade é que as pessoas esquecem, por completo, que podemos coisas maravilhosas e terríveis com aquilo que dizemos.

Quantas pessoas ouvem, durante uma vida, que não são capazes, que são burras, que são preguiçosas, que não vão chegar a lugar nenhum, que são incompetentes, e por aí vai. Ouvem tanto este tipo de coisa que, a partir de um determinado momento, acabam acreditando.

Quantos relacionamento vão  sendo minados, nem tanto  pelas brigas em si, mas pelas coisas pesadas que são ditas e ouvidas durante o desentendimento. As vezes os motivos das desavenças nem são muito graves, porém o que foi dito um para outro deixa marcas fortes.

O que estamos tentando  dizer é que podemos edificar através daquilo

que dizemos aos outros (ouvintes), como também podemos destruir.

E vocês já reparam como existem pessoas que vivem para destruir os outros através da língua. Vivem criticando, colocando defeitos, murmurando, procurando confusão, não são compreensivas, dizem palavras de humilhação. (aos seus ouvintes)

Entretanto, o que estas pessoas não percebem é que os maiores prejudicados com este tipo de atitude, são elas próprias,

isto é, se você usa as suas palavras para construir, abençoar, consolar, dizer coisas que edifiquem, você estará plantando para colher bênçãos para a sua vida, porém se você usa a sua língua para destruir, a sua colheita será de frutos podres.

Todo o dia quando saímos, para trabalhar, estudar, ou qualquer outra atividade, podemos fazer esta escolha. Sair com a língua afiada dizendo somente coisas ruins, ou sair de forma prudente, vigiando o que dizemos, procurando iluminar o lugar onde estamos. A escolha é nossa, mas não podemos esquecer que colheremos o que plantarmos.

Vamos refletir outros versículos abordando o poder da palavra falada e ouvida:

O ser humano é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, os pássaros, os animais que se arrastam pelo chão e os peixes. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. (Tiago 3:7-8)

Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo. (Tiago 3:2)

Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição.  (Tiago 3:10)

É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama! (Tiago 3:5)

Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor, como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus.

(Tiago 3:9)

Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga? (Tiago 3:11)

Pensem no navio: grande como é, empurrado por ventos fortes, ele é guiado por um pequeno leme e vai aonde o piloto quer. (Tiago 3:4)

Ouvido prova as palavras como a língua prova o alimento. (Jó 34:3)

Pensem no navio: grande como é, empurrado por ventos fortes, ele é guiado por um pequeno leme e vai aonde o piloto quer. (Tiago 3:4)

A boca fala do que está cheio o coração (Mateus 12:34)

Há tempo de ficar calado e tempo de falar. (Eclesiastes 3:7)

A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. (Provérbios 15:1)

Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura. (Provérbios 12:18)

Cada um esteja pronto para ouvir, mas demore para falar e para ficar com raiva (Tiago 1:19)

Dedique à disciplina o seu coração, e os seus ouvidos às palavras que dão conhecimento. (Provérbios 23:12)

A palavra certa na hora certa é como um desenho de ouro feito em cima de prata (Provérbios 25:11)

As palavras dos bons são como a prata pura; as idéias dos maus não têm valor. (Provérbios 10:20)

Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo. (Provérbios 13:3)

Qualquer coisa que você ensina a uma pessoa sábia (boa ouvinte) torna-a mais sábia ainda. E tudo o que você diz a uma pessoa direita aumenta a sabedoria dela. (Provérbios 9:9)

Quando alguém está querendo aprender, o conselho de uma pessoa experiente vale mais do que joias de ouro puro (Provérbios 25:12)

As palavras dos sábios devem ser ouvidas com mais atenção do que os gritos de quem domina sobre tolos. (Eclesiastes 9:17)

As palavras agradáveis (ao serem ouvidas) são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos.  (Provérbios 16:24)

O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa (ao ser ouvida) o anima. (Provérbios 12:25)

Vigiai e orai (Mt. 26.42)

Não digam palavras que fazem mal aos outros (aos ouvintes), mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem (Efésios 4:29)

Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas (aos seus ouvintes), pois isso não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de gratidão a Deus. (Efésios 5:4)

Outras pensamentos:

A palavra é o meu domínio sobre o mundo. (Clarice Lispector)

A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos. (Jean Molière)

O fruto de cada palavra retorna a quem a pronunciou. (Abu Shakur)

A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a ouve. (Michel de Montaigne)

Se não a nada mais a ser dito, então apenas sorria. (Davi Khouri)

Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração (seu ouvido).” (Nelson Mandela)

Comunicação não é o que você fala, mas o que o outro (o ouvinte) compreende do que foi dito” (Claudia Belucci)

Se nossa vida não está adequada, talvez devêssemos fazer um inventário do que falamos

Nenhuma palavra tem tanto autoridade como a que nós pronunciamos

Se o que pensamos sai da boca, não conseguiremos domá-la se não fizermos alguma coisa sobre nossos pensamentos.

As palavras são espírito e vida.

É preferível ser positiva e ter 50% de bons resultados do que ser negativa e ter 100% de resultados ruins.

Profetizar nosso futuro é declarar no início o que acontecerá no fim.

Semeamos palavras e colhemos de acordo com o que semeamos.

Murmurar e reclamar carregam um poder destrutivo.

Palavras podem afetar o corpo físico. Podem trazer cura e abrir a porte para doença.

Falar no tempo devido nos impedirá de enfraquecer.

Devemos aprender a disciplinar a boca e responsabilizar-nos pelo que sai dela.

Quando reclamamos sobre nossa situação, permanecemos nela.

Temos pontos fortes e fracos, devemos realçar os positivos e diminuir os negativos.

O que entra pelo ouvido é o que vai sair pela boca – para o bem e para o mal.

A língua direciona nossa vida, as palavras delimitam margens nas quais devemos viver

Respirar fundo, fechar a boca por um minuto, controlar-me e seguir em frente.

As palavras dizem sim, mas o tom de voz e a expressão facial transmite uma mensagem bem diferente.

Falar para todo mundo como estamos nos sentindo e sobre as nossas circunstâncias, logo não vai haver ninguém com quem conversar.

Estamos presos pelas palavras que declaramos e também nossos julgados por elas.

Para podermos mudar nossas atitudes e comportamento, em primeiro lugar devemos mudar nossos pensamentos e palavras.

Nildo Lage

A comunicação acontece quando os ruídos se entendem.

Marcos Fabrício Lopes da Silva

As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

Fernando Pessoa

“Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.”

Rubem Alves

“Suas atitudes falam tão alto que eu não consigo ouvir o que você diz.”

Ralph Emerson

“Aos que me podem ouvir eu digo: `Não desespereis!’ A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura dos homens que temem o avanço humano…”

Charles Chaplin

Pra parte surda do coração ouvir, faça silêncio.

Tati Bernardi




A PALAVRA DE DEUS – ESCRITURAS SAGRADAS

Alfred Tomatis observa que LIAJesus conhecia o poder da audição. Para ele Jesus incorporava o Verbo – o logos, o som perfeito. E a advertência de Jesus: “Aquele que tem uma orelha, deixai-o ouvir” – mostrando uma profunda compreensão do papel do ouvido e da voz na unificação da mente, corpo e espírito.

Provérbios 18:21

“A morte e a vida estão no poder da língua, o que bem a utiliza come do seu fruto.”

“Fale palavras cheias de fé, crendo. Como disse Jesus, as palavras que você fala são espírito e vida.”

“Preferível ser positivo nas suas palavras e ter 50% de bons resultados do que ser negativo e ter 100% de resultados ruins.”

Hebreus 4.12

“A palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes…”

“As palavras também são sementes. Semeamos palavras e colhemos de acordo com que semeamos.”

“A língua tem o poder de curar.”

“Quando reclamamos, murmuramos da nossa situação permanecemos nela.”

“Para termos um bom relacionamento devemos realçar os atributos positivos e diminuir os negativos.”

“Comunicar é mais do que saber falar.”

“Falar bem não significa comunicar-se bem.”

“Não basta saber falar é preciso se comunicar.”

“O órgão principal da boa comunicação não é a boca, mas o coração.”

Mateus 12.34

“… Porque a boca fala o que está cheio no coração.”

 Tiago 1.19

“Seja tardia para falar, pronto para ouvir e tardia para se irar.”

Tiago 3.2

“Todos nós sempre cometemos erros. Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo.”

“Seria importante fazermos um inventário do que falamos.”

“A filósofa e poeta Viviane Mosé afirma que a poesia é uma moldura vazada aonde a vida entra.”

“O homem pensa e cria com as letras as palavras.”

“A palavra em si é vazia, quem a preenche é nossa experiência de vida.”

“Quando me comunico, eu mando a palavra cheia pra quem me ouve e a medida que ela vai chegando ela vai se esvaziando e quando o ouvinte a recebe, ele a preenche dando o seu sentido para aquele palavra.”

“Esta é a dificuldade do processo de comunicação, eu digo uma palavra e o meu ouvinte recebe outra.”

“É preciso ser modesto e termos consciência que o que eu digo não é exatamente o que o meu ouvinte está entendendo, e o contrário obviamente, é necessário traduzir o que está sendo dito.”

“Por isso não é preciso usar a palavra ao pé da letra.”

“Recursos usados para fins de prova judicial como a escuta telefônica, gravações de voz secreta atestam a amplitude do poder de identificação da voz.” Por isso acreditamos que esta é a principal razão das pesquisas revelarem que o maior medo da maioria das pessoas é de falar em público, superando o medo de altura. Uma pesquisa feita pelo jornal inglês Sun Day Times com três mil americanos. A pergunta era: Qual o seu pior medo? 41% disseram que era falar em público e 32% têm mais medo de altura.

A palavra apropriada falada nos momentos oportunos é de imensurável proveito.

O apostilo Paulo escreveu na carta aos Coríntios:

“Na primeira carta, capítulo 13:

Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.

Todos nós sempre cometemos erros. Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo.”

Na internet anda circulando muito a frase : Eu só sou responsável pelo que eu falo, não pelo o que você entende.




A ORALIDADE

As elites sociais foram e são ensinadas a qualificar a arte da retórica, a desenvoltura verbal e a capacidade de articulação do discurso com o propósito do exercício e da manutenção do poder. Ao contrário, para quase toda a população, a escola, como hoje a televisão, foi instituição que disciplinou o silêncio e a alienação da palavra.

‘A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita. Crucial neste caso é que não se trata de uma contradição, mas de uma postura’.

Com base na antropologia, sociologia e outras ciências sociais se constata  ao longo da história estendendo-se aos dias de hoje, uma permanente ação inibidora às gentes, a sociedade, sobre o uso pleno do atributo da oralidade na cena pública, invariavelmente vista como uma habilidade com alto potencial de ameaça as estruturas de comando.

Estudiosos de notório reconhecimento avaliam a negligência com que é tratada esta área do conhecimento, como emblematicamente atesta o linguística Luiz Antonio Marcuschi (1997) que conceitua:

Assim, a escola, mantém em larga escala o predomínio de uma didática expositora na transmissão do conhecimento, contestada por Paulo Freire como a “Educação Bancária”, papel que vem sendo executado pela televisão, seguida por outras mídias, que disciplinou o silêncio e a alienação da palavra.

Constata-se que contemporaneamente a oralidade apesar de juntamente com a leitura e a escrita constituírem os pilares da educação pública. Ela é ensinada superficialmente, ou seja, sem objetivo específico, sem a menor preocupação de um ensino organizado e estruturado, capaz de promover o domínio da habilidade discursiva do falante.

Por isso, consideramos equivocado negligenciar o poder da comunicação oral, em especial na área educacional, negando um atributo indispensável para o desenvolvimento intelectual e humano do aprendiz.

Em entrevista concedida pelo psicanalista e escritor Augusto Jorge Cury, ele considera que a palavra falada tem uma relevância enorme para estimular o Eu como autor da história, mas, infelizmente, educadores que somos extremamente secos, frios não usamos a anatomia da palavra, os contornos da palavra, as várias tonalidades, a cênica, a teatralização da palavra, conseqüentemente nos tornamos educadores pobres e que empobrece o processo de desenvolvimento da formação da personalidade.

O resgate da língua falada na escola, atualmente, constitui problema essencial, hoje, como nunca, os alunos falam e conversam na escola, dentro e fora das aulas. Tratar-se de outro tipo de fala, desconhecida pelos alunos e professores – trata-se da fala em cena pública.

Cursos e treinamentos de executivos e profissionais liberais que prometem o domínio do falar em público. Como eles, muitos professores, profissionais da palavra, manifestam fobia de levantar a voz na cena pública. Associado usualmente à timidez ou a sintoma psíquico, esse medo tem história, função e mapeamento político e social claro: são os oprimidos os que não ousam abrir a boca e os que se deixam falar pelos outros.

Num mundo onde a escassez do tempo supera qualquer outro favor existencial, justamente por permitir que outras funções indispensáveis e inadiáveis possam ser realizadas, enquanto se está ouvindo conteúdos de interesse, quando e onde o ouvinte desejar.

É fundamental no universo digital que tudo que é escrito exige atenção exclusiva, em uma época em que as pessoas têm cada vez menos tempo, a voz, o som, a palavra falada pode ser consumida enquanto desenvolvemos outras tarefas e isto é que lhe dá um enorme poder de comunicação, quanto mais o mundo for digital.

Mas o fato é que muitas das nossas plataformas de comunicação estão mudas e cremos é necessário dar voz a comunicação e a marca das organizações que estão baseadas nelas.

Com isso ganhando, principalmente, personalidade, já que é através do som, da música, da palavra falada ou até mesmo cantada é que se adquire esta condição.

Além de outras razões, esta é uma das justificativas das pesquisas que insistentemente apontam a capacidade da exposição oral, o falar em público, como um dos maiores medos do ser humano, superando o medo de altura e até da morte.

A cultura letrada promove benefícios inquestionáveis e imensuráveis, apesar da sua indiscutível legitimidade da contribuição do letramento, apresenta um viés de interesse de dominação social, de domesticação do pensamento estruturado, da ditadura das definições e conceituações, das delimitações da racionalidade, com o intuito de ganhar espaço apenas na memória e não no poder individual e coletivo da reflexão.

Ao passo que a oralidade permite a conquista da plena expressão do pensamento, do exercício do poder voltado ao legítimo proveito do coletivo, na formação de liderança, na manifestação da personalidade (Pessoa no grego: Por meio do som), vencer a infantilidade intelectual (Infantil do grego: Aquele que não está habilitado para o atributo da fala), da expansão da inteligência intuitiva, da estética como meio de aquisição do conhecimento não verbal e da renovação das ideias.

A Importância da Oralidade na Prática Social

O estudo da oralidade é uma questão de extrema importância no processo de interação verbal, neste sentido é falso dizer que a oralidade privilegia apenas a espontaneidade, o relaxamento, a falta de planejamento, e até o descuido em relação às normas da língua padrão; muito pelo contrário para uma oralidade eficiente, precisa seguir normas e padrões necessárias para seu uso e verdadeiro entendimento. Neste contexto a uma extrema necessidade de desenvolvermos atividades principalmente nos livros didáticos, pois é um grande instrumento do professor. Com isso vimos a necessidade de uma pesquisa sobre essas atividades.

Partindo do pressuposto de que nas sociedades ocidentais ou ocidentalizadas, usamos a língua, cotidianamente, tanto em sua modalidade oral quanto escrita, operando/passando, da fala à escrita e da escrita à fala, tratar os processos lingüísticos de oralidade e escrita sob a ótica de um trabalho interativo, estabelecendo relações entre suas semelhanças, diferenças e, conseqüentemente, as influências exercidas entre os mesmos, poderá ser muito interessante para o processo de ensino – aprendizagem da língua. Segundo Fávero (2003 , p.115)”É necessário mostrar que há diferentes níveis de fala e escrita, isto é, diferentes níveis de uso da língua, e que a noção de dialeto padrão uniforme é teórica, já que isso não ocorre na prática”.

* Graduanda do curso de Letras Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará.

Portanto, é necessária a mediação do professor no sentido de mostrar ao aluno que fala e escrita influenciam-se mutuamente e, também, valorizar a linguagem presente nos textos falados dos alunos como partida para a reflexão sobre a língua materna.

Nesse contexto, torna-se necessário o ensino da oralidade, para mostrar as características que a diferencia ou aproxima da escrita no primeiro momento, veremos o que é oralidade. Segundo Marcuschi (2001, p. 25), oralidade é “uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais fundados na realidade sonora; ela vai desde uma realização mais informal a mais formal nos mais variados contextos de uso”.

Sublinhe-se na definição de Marcuschi que a oralidade se caracteriza pela diversidade de gêneros textuais e acrescente-se que o domínio desses gêneros faz parte da competência comunicativa de cada falante. Competência que vai permitir a esse falante transitar dentro de um espectro de realizações, diante das inúmeras situações de fala que se lhe apresentarão durante a vida. Um dos obstáculos que se colocam contra o desenvolvimento pleno da habilidade oral diz respeito ao fato desabermos que a criança já fala ao chegar à escola, o que leva muitas pessoas a pensarem que ela já tem um domínio da modalidade oral. Daí decorre um problema que é o de se confundir a “oralidade” com a “fala”, na medida em que esta, segundo Marcuschi,(2001) “seria uma forma de produção textual discursiva para fins comunicativos na modalidade oral (situa-se no plano da oralidade), portanto, sem uma tecnologia além do aparato disponível pelo próprio ser humano”.

Possivelmente, por este fato, muitas atividades sugeridas nos Livros Didáticos apresentam um caráter de informalidade, como se pode observar nos trechos a seguir: Converse com os colegas e professor; Troque idéias com seus colegas; Combine com os colegas e professores.

Segundo Soares (1999, p. 22)

Não basta, portanto, que atividades de linguagem oral sejam consideradas apenas como oportunidades de interação oral com o professor e os colegas; elas precisam ser planejadas para o desenvolvimento de habilidades de produção e recepção de textos orais freqüentes em situações mais formais, que exigem preparação e estruturação adequada da fala, textos de diferentes gêneros, com diferentes objetivos e diferentes interlocutores, falados ou ouvidos em função de determinadas condições de produção e determinadas situações de interação.

Os estudiosos, de uns anos para cá, passaram a encarar de um modo diferente o significado da linguagem oral e os contrastes entre este tipo de expressão e a escrita. Ferdinand Saussure, que é chamado o pai da lingüística moderna, insistia na superioridade do discurso oral, e entendia a escrita como um complemento desse discurso. A partir daí, muitos estudos foram desenvolvidos sobre fonêmica, que é a área científica que se ocupa do som das palavras. Henry Sweet, um inglês da época de Saussure, dizia que as palavras não são feitas de letras, mas de sons. Os seres humanos se comunicam de formas diversas, mas nenhuma delas é comparável à linguagem através do som articulado; o próprio pensamento está relacionado, de um modo muito especial, ao som.

A linguagem é tão predominantemente oral, que dentre as milhares de línguas que existiram, apenas cerca de 106 possuíam escrita suficientemente desenvolvida para produzir literatura. Das 3 mil línguas hoje faladas, somente 78, aproximadamente, têm, de fato, uma literatura. É claro que o valor da escrita não pode ser negado. Quem usa uma língua escrita – o inglês, por exemplo – tem à sua disposição um vocabulário de pelo menos um milhão e meio de palavras, enquanto que uma língua exclusivamente oral não oferecerá ao falante mais do que alguns milhares. Entretanto, todos os textos escritos estão direta ou indiretamente relacionados ao universo do som.

Segundo Marcuschi(1997)

A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita no dia a dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita. Crucial neste caso é que não se trata de uma contradição, mas de uma postura.

Postura à qual Marcuschi se refere, com relação à diferença de abordagem de textos orais e escritos em sala de aula, vem sendo questionada ultimamente, principalmente devido à inclusão do tema nos PCNs de língua portuguesa. Muito se discute sobre o assunto, mas o professor continua sem saber o que fazer (e como) para trabalhar oralidade nas aulas. Dizer que o problema ocorre porque os professores são mal preparados é cair num lugar-comum que não leva à discussão e não aponta soluções práticas, eficientes e imediatas. Da mesma forma, criticar os livros didáticos, que não costumam apresentar propostas de atividades nesse sentido, e as faculdades de Letras, que não abordam o tema com os futuros professores, parece não conduzir a um caminho. A dificuldade de limitar a modalidade de um texto só não é maior que o desconhecimento de grande parte dos professores do que vem a ser o trabalho com textos, principalmente os orais, em sala de aula. É comum os professores acharem que debater espontâneo ou dramatizar já são atividades suficientes de oralidade, e muitos se questionam até mesmo se isso é útil, uma vez que os alunos falam – e bastante – no dia a dia. Essa simplificação do trabalho com a oralidade decorre, em grande parte, do despreparo de alguns professores, formados em faculdades que não abordam o tema e por vezes sequer debatem conceitos preliminares a qualquer discussão sobre língua, como variação lingüística, norma culta etc. Se, porém, o problema é de formação, também não deixa de ser de informação. Afinal, somente a partir da segunda metade da década de 90 temos visto livros explicitamente abordando o ensino de língua falada – e nem sempre o professor tem como se atualizar. Com relação aos PCNs, que poderiam servir para levar algumas informações aos professores, no que se refere à oralidade há certa confusão. É o que se constata nos excertos seguinte:

…cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral no planejamento e realização de apresentações públicas: realização de entrevistas, debates, seminários, apresentações teatrais etc. Trata-se de propor situações didáticas nas quais essas atividades façam sentido de fato, pois é descabido treinar um nível mais formal da fala, tomado como mais apropriado para todas as situações. ( PCNs p. 25)

Percebe-se, nesse trecho, que se espera da escola a preparação do aluno para falar em público, em situações que não são de fato espontaneamente oral, mas previamente planejadas para serem enunciadas oralmente. Os Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental, tanto o que contempla os primeiros e segundos ciclos (BRASIL, 1997) quanto o dos terceiros e quartos ciclos (Brasil, 1998), captaram parte desse ensejo, e não apenas recomendam o ensino da língua oral, como também sugerem uma perspectiva teórica de abordagem a partir do conceito de “gêneros do discurso” formulado por Bakhtin (1992).

No planejamento pedagógico o professor precisa ter um cuidado especial para com o processo da oralidade. Segundo os (PCNs ensino fundamental, Língua Portuguesa, p.8) “Não se trata de ensinar a falar ou a fala dita ‘correta’ mas sim as falas adequadas ao contexto de uso”. Há que se esclarecer que o trabalho do professor para desenvolver a oralidade do aluno não se limita às séries iniciais (1o ciclo). O trabalho primário é apenas um eixo, uma base para os trabalhos futuros. Em todas as séries desde o até o ensino médio, os professores devem orientar seus alunos para o desenvolvimento da competência oral. No ensino médio o aluno deverá ter capacidade de articulação, elaboração das idéias e maturidade para a exposição oral objetiva e compreensível. “Destaca-se que a linguagem, na escola, passa a ser objeto de reflexão e análise, permitindo ao aluno a superação e/ou a transformação dos significados veiculados” (PCN, ensino médio, Língua Portuguesa, p. 127).




Em entrevista concedida a correspondente em Nova York Fernanda Godoy do jornal O GLOBO em 08/11/2010

Thomas Pettitt sobre a Teoria do Parêntese de Gutenberg

Thomas Pettitt tem provocado discussão meios acadêmicos ao afirmar que a Humanidade está voltando à cultura de transmissão oral de informação e conhecimento, tornando a época da imprensa escrita e dos livros apenas um parêntese na História. Professor de história da cultura na Universidade do Sul da Dinamarca, ele construiu a Teoria do Parêntese de Gutenberg para analisar uma época que teria começado com a invenção da prensa, no século XV, e terminado com a era da mídia eletrônica.

“Estamos caminhando para um futuro pós-imprensa”, disse ele, para mais adiante acrescentar: “Alguém pode receber uma mensagem escrita quase tão rapidamente como se estivesse falando com a pessoa. É como se estivéssemos falando pelos dedos”. Pettitt, que deu entrevista ao GLOBO por e-mail, criou sua teoria no espírito de cooperação que marca as redes sociais. Usou um conceito surgido em uma discussão entre professores e, com a permissão do autor, o colega Lars Ole Sauerberg, cunhou a Teoria do Parêntese de Gutenberg, pai da imprensa. Segundo ele, a era digital derruba barreiras entre imprensa tradicional e novas mídias. A sobrevivência dos meios de comunicação, garante, estará cada vez mais vinculada à sua credibilidade.

O GLOBO: Estamos mesmo indo “de volta para o futuro”, ou seja, passando por uma revolução que nos levará de volta a um passado no qual a cultura era oral, como diz a Teoria do Parêntese de Gutenberg?

THOMAS PETTITT: “De volta para o futuro” é um filme adorável, mas sempre penso sobre esse título. Imagino que, tendo viajado a um passado quando seus pais eram jovens, no fim do filme era hora deo rapaz voltar ao futuro de onde ele tinha vindo. No Parêntese de Gutenberg, a ideia é a oposta: estamos voltando ao passado ao nos movermos para o futuro. Afirmar que o futuro será uma volta ao passado não parece muito otimista.

Haverá mais guerras, mais superstição e fundamentalismo, mais caças às bruxas e pragas, como na Idade Média? Fico feliz em poder dizer que a Teoria do Parêntese de Gutenberg não tem nada a ver com isso, embora meu colega L.O. Sauerberg não estivesse otimista quando inventou o termo. Ele é professor de literatura inglesa, e literatura é algo que se lê basicamente em livros. Então, se os livros estão acabando, isso pode ser o fim da literatura também. Não estou tão preocupado, porque estudo cultura medieval e sei que havia canções, histórias e encenações maravilhosas antes dos livros, então podemos esperar que as pessoas continuarão a fazer coisas incríveis com as palavras depois dos livros.

E como isso afeta os meios de comunicação?

PETTITT: O Parêntese de Gutenberg diz respeito a mudanças na maneira como comunicamos informação e histórias, de um lugar a outro e de um momento a outro. Pela lembrança e pela fala; por manuscritos; por livros, filmes, gravações e pela TV; por tecnologia digital e pela internet. Depois que a prensa foi inventada por Gutenberg, levou um tempo até que ela se espalhasse, mas por volta de 1600 o livro impresso tinha virado o meio dominante e de maior prestígio, e permaneceu nessa posição até recentemente, digamos, até o ano 2000.

Agora, estamos usando meios tecnologicamente mais avançados que o livro, mas de certa forma se parecem com as tradições orais que o precederam.

Da mesma forma que uma frase contém parênteses: eles interrompem a frase (mas, como estes, a modificam) e , quando o parêntese acaba, a frase continua onde a havíamos deixado antes da interrupção. Então, sim, estamos caminhando para um futuro pós-imprensa que, de certa forma, se parecerá com o passado pré-imprensa.

Claro que ainda não chegamos lá: estamos na transição, na saída.

De que maneira a cultura da internet está resgatando e continuando a cultura pré-Gutenberg?

PETTITT: As semelhanças estão na maneira pela qual nos comunicamos por palavras: a maneira como lidamos com informações e narrativas que estão em palavras. Já temos há algum tempo meios eletrônicos como a TV, o rádio e o cinema, que voltam ao mundo da oralidade porque as palavras são faladas, e não vistas em uma página. Foi a isso que Marshall McLuhan se referiu quando disse que estávamos saindo da “Galáxia de Gutenberg”. Nossas novas mídias (smartphones, laptops, tablets e suas conexões de internet) estão tomando conta dessa comunicação pelo som, e até ampliando-a. Claro que elas também são usadas, talvez até mais, para a comunicação pela palavra escrita, mas isso é feito de maneira diferente da usada pela imprensa.

Em alguns dos meios mais difundidos (emails, SMS, Twitter), alguém pode receber uma mensagem escrita quase tão rapidamente como se estivesse falando com a pessoa. É como se estivéssemos falando pelos dedos, então a maneira de escrever é muito mais próxima da fala.

As novas mídias também tornam mais fácil mexer em um texto.

Mesmo nas revoluções, o ponto da virada muitas vezes só é percebido quando já passou. Quais são esses pontos, até agora?

PETTITT: Não tenho certeza de que as pessoas não se dão conta das revoluções enquanto elas estão acontecendo. Mas, por outro lado, a natureza da mudança ou o ponto sem retorno pode nos escapar. Penso em dois momentos decisivos na nossa revolução. Um deles é o dia em que todos os livros (e jornais) forem criados em forma digital — suspeito que em muitos países este momento já passou. O outro é o dia em que todos os livros (e jornais) que já existiam tiverem sido escaneados e portanto existirem em forma digital — estamos muito próximos disso.

Até que ponto nossa percepção do mundo e nossa comunicação são determinadas pela tecnologia?

PETTITT: Esta pode acabar sendo a mudança mais importante de todas.

Há coincidências interessantes entre revoluções na mídia e na maneira de pensar das pessoas. Alguns estudiosos veem uma conexão entre a difusão da imprensa e grandes mudanças na cultura europeia: o Renascimento, a Reforma, a revolução científica. Se isso for verdade, podemos esperar que nossa revolução digital tenha um efeito radical sobre a maneira de pensar. Minha teoria é que há uma conexão entre os livros e uma visão de mundo que separa as coisas em categorias rígidas. A tribo que chamo de “gente do livro” parece gostar de categorias. É apenas durante o Parêntese de Gutenberg que as pessoas insistiram tão “categoricamente” em que alguém é macho ou fêmea, negro ou branco, humano ou animal, ser vivo ou máquina.

Na Idade Média, antes da imprensa, as misturas eram mais toleradas, e parece que estamos voltando a essa tolerância.

Qual a influência definitiva da era de Gutenberg para a Humanidade?

PETTITT: Difícil dizer. Daqui a um século, é possível que turistas visitem bibliotecas da mesma maneira que hoje nós vamos a museus para ver espadas e armaduras. A ideia de parênteses já que parênteses modificam a frase que ele interrompe) sugere que não teríamos chegado onde estamos agora sem o período da imprensa.

Mas isso não significa que ele é um estágio obrigatório de desenvolvimento.

Deve haver muitas comunidades no que costumávamos chamar de Terceiro Mundo que eram analfabetas até pouco tempo atrás, ou que não tinham dinheiro para livros, e que passaram diretamente para os celulares e a internet, que simplesmente pularam o Parêntese de Gutenberg. A verdadeira questão é: a época da imprensa nos deu algo que não teríamos tido sem ela? E a resposta mais óbvia é: a História.

Para as culturas alfabetizadas, o que aconteceu no passado está registrado em documentos, e a imprensa assegura que muitas cópias desses documentos sobrevivam, e há muitas cópias dos livros de História que discutem o que os documentos registram.

O senhor disse que, na era de Gutenberg, o impresso era visto como uma garantia da verdade, e que isso está deixando de existir. Com que rapidez isso está acontecendo?

PETTITT: As pessoas preferiam pensar de acordo com categorias, incluindo categorias de mídia. Então, a escrita é mais verdadeira do que a fala, e a imprensa, mais verdadeira que um manuscrito. Livros com encadernação de couro e letras douradas são tratados com mais respeito do que panfletos.

É só quando você mesmo escreve um verbete de enciclopédia que se dá conta de que a capa de couro não prova nada.

Como a mídia tradicional pode se diferenciar neste mundo de abundância de informação?

PETTITT: Esta é uma das áreas nas quais a ideia do Parêntese de Gutenberg pode nos ajudar a prever ou a lidar com o futuro. As coisas estão mudando muito rapidamente. A maioria dos jornais complementou sua versão impressa com um site, e já foi previsto que dentro de 15 anos a maioria dos jornais existirá apenas na sua forma digital.
Os jornais já não podem presumir que serão mais respeitados que outras fontes de informação devido ao seu formato. A imprensa está no caminho de saída, e qualquer veículo com patrocinadores generosos, não importa o quão errônea ou extrema sua mensagem, pode criar um website tão impressionante como o do mais respeitado jornal. Então, como os jornais podem convencer as pessoas de que sua mensagem é mais confiável e que vale mais pagar por ela? Estamos de volta à era pré-Gutenberg, quando os medievais recebiam notícias por meio de rumores, e as notícias de lugares remotos chegavam por estrangeiros.
O valor mais importante nas sociedades orais que antecederam a era da imprensa e o mesmo pode acontecer nas sociedades digitais, é a credibilidade da mensagem.  Na hora de decidir sobre a veracidade das notícias, o fator chave é a reputação do mensageiro.

 




PROCESSO COGNITIVO DA LINGUAGEM

Numa entrevista concedida por Augusto Cury em  março de 2011 no aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais, oportunidade que ele havia participou do encerramento  em Curitiba do 3.º Encontro Estadual da Mulher Advogada no auditório da OAB Paraná, afirmou a mim que:

A palavra falada é a expressão plena do pensamento dialético é o que pensamento que mimetmiza que copia os símbolos do som, da voz.

O pensamento dialético é o pensamento que financia a comunicação social, gera toda a racionalidade dialética e subsidia a produção científica e coloquial do conhecimento. Têm natureza virtual e são produzidos através das leituras dos pensamentos essenciais.

O pensamento antidialético é o pensamento mais profundo, é o pensamento que você não precisa de um código, você vê por múltiplos ângulos o mesmo fenômeno, ele não mimetiza, não copia os símbolos da linguagem sonora ou visual.

Eles são “quadros intelectuais”, imagens mentais, que expressam a consciência existencial das angústias, das fobias, do humor deprimido, do prazer, da inspiração, das imagens, das relações tempo-espaciais etc. Têm natureza virtual e são produzidos a partir da leitura dos pensamentos essenciais e das emoções e motivações.

Os pensamentos dialéticos provocam um reducionismo intelectual quando definem os pensamentos anti-dialéticos que é usado na produção das ideias, das grandes ideias, embora seja o mais profundo não é o mais prático.

Já o pensamento mais bem formatado é o pensamento dialético, o que copia os símbolos da língua. Por exemplo, eu estou falando com você o pensamento dialético que mimetiza o código, este pensamento ele é usando na escrita, no dialogo, na execução de tarefas.

a palavra falada é automaticamente assimilada e ganha significado, a partir de um fenômeno chamado auto checagem da memória, que diante de milhares ou milhões de estilos sonoros que incidem sobre o sistema auditivo, abre as janelas da memória em frações de segundos vai até o córtex cerebral que é a camada mais evoluída do cérebro e que vai ser impressa pelo fenômeno RAM (Registro Automático da Memória), preenchendo as janelas que são áreas de leitura em momentos específicos.

O fenômeno da auto-checagem da memória produz, invariavelmente, uma ponte de relação entre os estímulos sensoriais e o repertório existencial arquivado na memória.

A palavra falada ela é incorporada primeiramente pelo sistema auditivo que aciona milhares de estimulos no processo educacional, formando a base da plataforma das janelas do córtex cerebral que dará sustentabilidade para a compreensão dos milhares ou milhões de sons que nós temos contato.

São essas janelas contendo milhares e milhões de informações que define o tempo espacial dos verbos, amarrando-os num pronome, num substantivo e num adjetivo, formando as cadeias de pensamentos.

É um processo automático e involuntário, através desta relação estreita entre a auto-checagem da memória e a abertura de múltiplas janelas da memória. Portanto, o som é um sistema de códigos frios, seco que dá significado a aquilo que é arquivado ao longo da nossa existência e que vai fazer que haja um processo de assimilação.

Uma criança para decifrar uma simples frase, uma simples frase de uma mãe, ela necessita de milhares, dezenas de milhares de informações para dar sustentabilidade o processo de compreensão.

Uma criança que ouve de um pai ou de uma sua mãe perguntando se ela quer água, por exemplo, atendendo a sua necessidade, ela vai registrando aqueles sons que aos poucos ela vai decodificando verbos no tempo espacialmente, numa ação real, concreta que realiza um desejo, ela vai aprendendo a unir o verbo a um pronome e consequentemente fazer com que este verbo não esteja solto, mas esteja ligada a movimentação do homus sapiens e depois ela ganha expertise para unir a um substantivo, materializando o verbo tempo espacialmente, numa ação concreta junto com o adjetivo, ela vai fazer milhares, milhões de vezes por ano, vai registrando em múltiplas janelas e ganhando habilidade pra decodificar desde a natureza dos sons, ao conteúdo tempo espacialmente dos verbos e ao conteúdo dos substantivos, pronomes e adjetivos, como as várias sutilezas da tonalidade de voz, alto, baixo, áspero, receptivo, tranquilo, agressivo, enfim, ela também vai associando com as imagens e isso vira uma miscelânea no córtex cerebral.

A criança precisa fazer um mapeamento com milhares janelas da memória, com milhões de experiência e informação, para entender uma simples frase ‘mamãe em quero água’. Ela tem que entender o objetivo do ser humano, real e concreto que vai chamar de mãe que vai atender a sua necessidade básica, o instinto da sede e o verbo implica na movimentação do agente que vai satisfazê-lo e o substantivo vai determinar a especificidade de seu desejo do seu querer.

Apenas uma simples frase é preciso ter milhares, milhões de informações nas janelas da memória para identificar a mãe entre milhares de outras pessoas e a água entre muitos outros elementos.

Quando a criança aprende a escrever ‘mamãe e quero água’ o verbo já não é som inaudível, já não mais um sistema de códigos, ela vai criar novas janelas da memória, numa nova plataforma muito complexa, onde a palavra escrita vai ganhar relevância.

Então, um pai fala ‘querido você está bem’ para um filho ou uma mãe diz ‘querido você está precisando de algo’, a aplicação do verbo tempo espacial ‘estar bem ou estar precisando’ e a relação afetiva querido, indicando que este agente educador tem uma relação de amor, de preocupação, altruísmos e proteção a essa criança, são fenômenos extremamente complexos.

É por isso que estamos estimulando as pessoas a usar o poder do elogio.

Pais que querem educar seus filhos com afeto, sensibilidade, generosidade e altruísmo, devem a aprender a exaltar, a valorizar cada gesto, o mais simples. Devem a aprender a reconhecer a grandeza do retorno, do reconhecimento, do abraço, de um beijo,

Se os pais e também professores estimularem o território da emoção através do poder do elogio, o fenômeno RAM (Registro Automático da Memória) vai imprimir do córtex cerebral janelas ligths  que são áreas  de leitura que estimula o Eu ser o autor da história, estimula a criatividade, iluminam o psiquismo humano, a desenvolver funções complexas como a aprender a se colocar no lugar dos outros, aprender a expor e não impor as idéias e a pensar antes de reagir.

Esse mecanismo é inconsciente, o eu como ator principal e diretor do script da peça existencial do intelecto, na medida em que o gatilho da memória abre a janela da memória, ele começa a abrir outras janelas e desenvolve a consciência crítica, a capacidade de assimilação, o processo de comparação, de associação, ou seja, ele recebe as primeiras impressão através da janela da memória, e partir daí você se torna o engenheiro de ideias, dando mais profundidade ao pensamento, passando por um crivo crítico.

Portanto, o som se tornou um pensamento com certa profundidade, a partir das janelas da memória, mas ganha relevância, amplia este significado, a partir de um eu critico autônomo, livre e assimila de maneira mais profunda e pode criticar, discordar, confrontar, compara, associar este pensamento com milhões de outros que estão no córtex cerebral.

A escrita é um sistema de código visual, como somos equipados a decodificar o sistema de códigos mecânico sonoro e a partir daí construir milhares de janelas com milhões de significados, precisamos fazer a ponte entre o sistema de códigos visual com o sistema de códigos sonoros e a abertura da janela da memória.

A escrita está em áreas distintas da fonação, mas você precisa primeiro fazer a decodificação da escrita para sistema de código sonoro, para abrir as janelas de uma região específica e consequentemente desenvolver o processo de compreensão, portanto, há dois sistemas que entram em ação, o sistema visual decodificado em sistema sonora, só que não é som ainda, não há som, é um sistema que mimetiza que copia o som, são sons inaudíveis, no sistema de código no teatro psíquico, e tudo isto está ligado aos bastidores da mente, não é o palco consciente, mas os bastidores inconscientes.

A palavra escrita foi decodificada em palavra sonora que foi registrada de maneira privilegiada, assim ela forma um grupo de bairro da memória, na grande cidade da memória, para gerar o significado para o eu e o processo de compreensão global.

A palavra falada pode ser instrumento de psicopatas, gerar no inconsciente coletivo uma imagem super dimensionada, com ares messiânicos.

A palavra falada é muito mais poderosa que o poder da imagem, parece um absurdo afirmar isso, mas dentro do contexto do funcionamento da mente, a palavra falada aciona o diretor de imagem mental, pelo imaginário, ao passo que só o visual pode controlar este diretor e as pessoas terem uma assimilação midiática que está ali e não sugerir a ativação do processo de criatividade do inconsciente.

A imagem de um modo geral nutre muito mais a psique do que o som, ela produz prazer, ela produz tranquilidade, ela satisfaz mais, ela dá orienta espacialmente, só que o som da profundidade intelectual, por ser o formador do pensamento dialético.

A maioria das pessoas escuta, mas não ouvem, assim como conversam, não dialogam.

A oralidade e o processo educacional, o eu como diretor do imaginário utiliza a palavra falada para libertar a produção de personagens, ambiente e circunstancias.

Dentro do contexto da oralidade, o homus sapiens e a perda da sua espontaneidade quando esta em público, expressando suas ideias diante das críticas dos outros.

Portanto, a palavra falada tem uma relevância enorme para estimular o Eu como autor da história, mas, infelizmente, educadores que somos extremamente secos, frios não usamos a anatomia da palavra, os contornos da palavra, as várias tonalidades, a cênica, a teatralização da palavra, consequentemente nos tornamos educadores pobres e que empobrece o processo de desenvolvimento da formação da personalidade.

A palavra escrita vem em uma fase posterior, ela depende de um novo código, transcrever código sonoro em código visual, quando uma pessoa olha para uma palavra escrita, ela decodifica este código sonoro, transforma que código inaudível sonoro no córtex cerebral e consequentemente procura janelas que definem som e imagem através da escrita.

Então se estabelece uma ponte fantástica entre o universo das ondas mecânicas e o universo das ondas eletromagnéticas, claro que tudo isto em um simbolismo virtual na psique humana, porque na psique humana não existem mais ondas mecânicas ou sons ou ondas eletromagnéticas ou imagens, mas a mente humana tem uma facilidade para mimetizar, para copiar, para simbolizar, para transformar o real em virtual, assim pensamos através de sons, e imaginamos através de imagens, por este processo criativo, a partir de janelas que são formadas pelos códigos sonoras e pelos códigos visuais em áreas distintas do córtex cerebral.

O grande problema do uso excessivo da imagem com o som, é que a imagem pode saturar o córtex cerebral e pode bloquear a liberação do imaginário e a construção da criatividade.

Na época do rádio, quem era o diretor de cinema, o diretor de imagem, era o Eu. Ele ouvia os personagens e criava os personagens do teatro da mente e ambientava estes personagens, mas mais diversas circunstâncias, por isso na Era do rádio, os pensadores como Ainsten, Freud, Yung, Piege, eles foram produzidos, por que havia uma construção mais complexa da imagem por um cérebro que não estava saturado  delas como nós estamos na atualidade.

Internet, televisão, cinema, videogames, por isso estamos preocupados sobre o acesso do ser humano à imagem, parede que facilitou o ser humano, mas na verdade ele retraiu a liberdade criativa e a plasticidade construtiva do imaginário humano.

Parece-nos legítimo afirma que a comunicação humana é essencialmente fonética, cabendo a escrita representá-la graficamente.

Entretanto, todos os textos escritos estão direta ou indiretamente relacionados ao universo do som. Longe de nós relegarmos o papel da escrita a um plano secundário. Ela está intimamente vinculada à fala e ambas constituem a linguagem. O que em semiótica os teóricos chamam de um continuum tipológico.

Há mais semelhanças do que diferenças entre essas duas modalidades linguísticas,  apesar de cada uma delas possuir características que as particularizam.

Existem textos escritos que se situam, no contínuo, mais próximos ao polo da fala conversacional (bilhete, carta familiar, textos de humor, por exemplo), ao passo que existem textos falados que mais se aproximam do polo da escrita formal (conferências, entrevistas profissionais para altos cargos administrativos e outros), existindo, ainda, tipos mistos, além de muitos outros intermediários.

Quem sabe escrever amplia os limites do tratamento de linguagem, antes restrito à modalidade auditiva. A conexão entre fala e escrita aumenta a capacidade de comunicação, com benefícios muito maiores do que a ciência pode medir.

Aprender a ler aumenta os estímulos visuais — inclusive na área visual primária do córtex, responsável por perceber fatores como cor, profundidade e distância.

Quem sabe ler e escrever distingue jogos de linguagem que passam despercebidos pelos analfabetos, como a supressão de fonemas em uma palavra. Com a leitura o córtex auditivo também é mais “ativado”.

A palavra falada e ouvida tem uma decodificação só, uma simples decodificação transformando a palavra em entendimento cerebral, na palavra escrita há uma dupla decodificação, tendo que transformar aqueles hieróglifos, aquele símbolo em palavra que depois são decodificadas pelo cérebro.

Na palavra falada e ouvida a voz é do emissor, já na escrita o leitor é quem empresta sua voz para o texto e é ele quem interpreta a emoção contida no texto.

O segundo aspecto que é fundamental no universo digital que tudo que é escrito exige atenção exclusiva, em uma época em que as pessoas têm cada vez menos tempo, a voz, o som, a palavra falada pode ser consumida enquanto desenvolvemos outras tarefas, podemos ouvir enquanto estamos dirigindo, muitas vezes preso no trânsito, e assim por diante, ao passo quanto temos que ler alguma coisa, temos que separar um tempo exclusivo para a leitura.

Por isso a tendência no universo digital é cada vez mais a gente se valer da palavra falada, tanto para consumir informação ou entretenimento como para emitirmos as mensagens em nosso dia a dia com o tempo mais escasso.

O que podemos concluir que isto é que dá a palavra falada em um enorme poder de comunicação, quanto mais for digital o mundo.

Se a gente quer expressar exatamente o que a gente sente, falando é sempre muito mais fácil transmitirmos a mensagem, principalmente em relação ao sentimento.

Walter Longo, mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm afirma em entrevista que a comunicação por escrito é como fazer sexo e a comunicação falada é como fazer amor.

Ele explica que há um nível de envolvimento, de engajamento emocional que se percebe na palavra falada que fica muito difícil ser percebida na palavra escrita.

A palavra falada é a principal digital humana, é através dela que somos identificados, representado pela sua voz no ato comunicacional.




DESIGN

A noção de design como uma “forma de pensar” nas ciências pode ser rastreada até 1969 o livro de Herbert A. Simon As Ciências do Artificial, [2] e em engenharia de projeto para 1973 Experiências livro de Robert McKim em Visual Pensamento. [3] de Peter Rowe livro de 1987 design Thinking, que descreveu os métodos e abordagens usadas por arquitetos e urbanistas, foi um uso precoce significativa do termo na literatura de pesquisa design. [4] Rolf Faste expandida no trabalho de McKim na Universidade de Stanford em 1980 e 1990 [5] [6] ensino “pensamento de design como um método de ação criativa.” [7] design Thinking foi adaptado para fins comerciais por sua colega de Stanford do Faste David M. Kelley, que fundou IDEO em 1991. [8] Richard Buchanan de 1992 artigo “Problemas mau em design Thinking” expressa uma visão mais ampla de pensar o design como resposta às preocupações humanas intratáveis através do design. [9]

Design Thinking

O Design Thinking é um conjunto de ações táticas de como implementar estratégias. É uma visão advinda do Design, que atua a partir de olhares multidisciplinares, do exercício de empatia e da criação de respostas inventivas para diversos escopos. No mundo, o Design Thinking foi principalmente difundido pela IDEO, uma das principais empresas de inovação e hoje é tratado em cursos na renomada Stanford University; formando profissionais para atuação em empresas no Vale do Silício e criação de suas próprias startups.

Design thinking é um método formal para a prática de resolução, criativa de problemas e criação de soluções, com o intuito de um melhor resultado futuro. A este respeito, é uma forma de solução baseada em, ou uma solução focada pensamento – começando com uma meta (uma situação melhor futuro) em vez de resolver um problema específico. Ao considerar ambas as condições presentes e futuras e os parâmetros do problema, as soluções alternativas podem ser exploradas simultaneamente. Nigel Cross afirmou que esse tipo de pensamento na maioria das vezes acontece no construído, ou artificial, meio ambiente (como em artefatos). [10]

Esta abordagem difere do método analítico científica, que começa com a definição completamente todos os parâmetros do problema, a fim de criar uma solução. Design Thinking identifica e investiga com ambos os aspectos conhecidos e ambíguas da situação actual, a fim de descobrir os parâmetros ocultos e caminhos alternativos abertos que podem levar para o gol. Porque o pensamento de design é iterativo, “soluções” intermediários também são potenciais pontos de partida de caminhos alternativos, incluindo redefinição do problema inicial.

Design Instrucional

A contribuição do voice design no campo da educação a distância se dá no bojo dos fundamentos do design instrucional que apresenta diferentes campos do conhecimento, a saber: ciências humanas, da informação e da administração.

Destaca-se a inserção do voice design nas ciências da informação descrita na obra de Filatro [7], mais especificamente nas comunicações, na atividade referente às mídias audiovisuais, valendo-se do suporte na gestão da informação e na ciência da computação.

Verifica-se convergência entre o design instrucional e o voice design, ainda no campo das comunicações que traz a consciência de que as características de determinadas mídia, como são os casos dos processos de comunicação e produtos midiáticos originados dentro do conceito, dos fundamentos e pressupostos do voice design, pela capacidade de afetar tanto a percepção de conteúdos audiovisuais, como por exemplo, a proposta da audioinfografia e  pelo armazenamento e  recuperação das informações pelo aprendiz.

Alguns dos princípios ou dos pressupostos do design instrucional [8] aplicados ou aplicáveis no voice design:

Quando a informação é apresentada em duas modalidades sensoriais – visual e auditiva – em vez de em uma, são ativados dois sistemas de processamento e a capacidade da memória de trabalho é estendida.

No que se refere ao principio da modalidade, a memória de trabalho tem um subsistema separado para áudio, sua capacidade é usada mais efetivamente quando se utiliza narração em vez de texto escrito, acompanhando informação não-verbal.

Portanto, alunos aprendem mais ou melhor quando gráficos ou animações são acompanhadas por áudio, em vez de por texto escrito, reduzindo a demanda por processamento visual simultâneo.

A memória de trabalho une informações visuais e auditivas e posteriormente as integra ao conhecimento já armazenado na memória de longo prazo. É por essa razão que oferecer palavras, imagens e sons em uma apresentação unificada torna a integração entre os canais processamento sensorial mais fácil.

Da mesma forma, atividades práticas ativam o processo de integração dos novos conhecimentos aos conhecimentos preexistentes.




VOICE DESIGN

Conceituação e Fundamentação

Voice Design é uma área da conhecimento proveniente de estudos multidisciplinares sobre as relações que cada campo pesquisado tem com o universo do som produzido pela voz humana.

A finalidade deste campo é subsidiar a viabilização plena da expressão vocal, envolvendo desde a idealização, criação, planejamento, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração, gestão, controle, modelagem, análise, avaliação e especificação do uso dos recursos da voz para fins comunicacionais e por extensão educacionais e relacionais.

Entre as áreas investigadas pelo Voice Design centralizada na oralidade, a partir de uma curadoria realizada em diversas áreas do conhecimento, entre as quais: antropologia, filosofia, linguística, retórica, semiótica, neutro-linguística, neurociência, acústica, música, fisiologia, medicina, psicanálise, hipnose, arte cênica, storytelling.

O propósito é qualificar e ampliar a dimensão a comunicação formal e informal, interpessoal e intrapessoal, estrutura e não estruturada, objetivando potencializar a internação entre as pessoas para aumentar a capacidade de compartilhamento das competências e experiências individuais em prol do conjunto da sociedade.

Voice Design numa tradução literal do inglês para o português, é o projeto da voz.

A expressão também pode ser compreendida como:
Desenho da voz,
Design + ação = Designação da voz,
Dê – sign (signo – significado) da voz,
Projeto da voz,
Voz planejada,
Voz desenvolvida,
Voz elaborada,
Voz roteirizada,
Voz controlada,
Voz ciência,
Voz com ciência,
Voz consciência,
Voz pensante,
Voz afinada
Voz refinada,
Voz ativa
Voz passiva,
Voz interpessoal,
Voz intrapessoal,
Voz comunicacional,
Voz educacional,
Voz relacional,
Voz musical,
Voz ruidosa,
Voz lógica,
Voz estética,
Voz metafórica,
Voz melódica,
Voz inaudível,
Voz silenciosa
Voz pausada,
Voz pautada,
Voz verdadeira,
Voz enganosa.

A voz é a marca do indivíduo.

Na raiz grega a palavra pessoa significa ‘por meio do som’. No espanhol a desdobramento da expressão persona facilita a compreensão, no inglês person.

A pessoa é manifestada pelo som articulado que ela emite.

É como somos identificados e como nos identificamos com o mundo.

De um lado, o Voice Design compreende a lógica da linguagem, a comunicação verbal, a produção estruturada do discurso e de outro a estética da voz, comunicação não verbal.

O Voice Design amplia a dimensão da comunicação humana ao priorizar a interpretação da intencionalidade do código sonoro emitido.

O Voice Design enfatiza que é essencial a prática de planejar, de pensar antes de falar, ganhar assertividade, evitar o conflito e o ruído e semear informação, diálogo e relacionamento humano, prioritariamente o proveito do ouvinte.

Considera-se o mesmo rigor que normalmente se dedicada a construção da escrita, para ser aplicada similarmente na oralidade.

Constata-se que contemporaneamente a oralidade é ensinada superficialmente, ou seja, sem objetivo específico, sem a menor preocupação de um ensino organizado e estruturado, capaz de promover o domínio da habilidade discursiva do falante.

Por isso, consideramos equivocado negligenciar o poder da comunicação oral, em especial na área educacional, negando um atributo indispensável para o desenvolvimento humano do aprendiz.

Assim como normalmente se dedica atenção para escrever bem, o Voice Design compreende que deve ser assim também na fala.

O Voice Design oferece inovadoras maneiras de perceber planejar e praticar a fala e a escuta.

A base do Voice Design é a música por pertencer a família do som. O suporte da imagem e o processo de ensino-aprendizagem fazem parte dos seus fundamentos.

O Voice Design investiga a identificação de multiformes possibilidade do uso da voz, resultantes da convergência interdisciplinar que promova a expansão da comunicação humana.

O Voice Design contempla a seleção e a escolha de mídias auditivas e audiovisuais aplicadas em interfaces analógicas ou digitais, de modo persencial ou virtual, aberta (online), permitindo a interação do aluno durante o processo de instrução ou fechada (finalizada), capazes de ativar os vários estímulos sensoriais audiovisuais, considerando o fato da audição possuir um subsistema separado do processo de absorção visual.

O Voice Design se apoia predominantemente na chamada visão sistêmica, no estrutura do pensamento complexo, sem deixar de considerar apropriadamente também a visão cartesiana.

A prática do Voice Design é destinada tanto para ser aplicada exclusivamente na construção de processos, produtos e soluções auditivas, como para a exploração os do

Diversos aspectos da oralização da palavra, incluindo, sincrinização com a linguagem visual, visando potencializar a fixação do conteúdo proposto, nos diferentes planos e perspectivas audiovisuais, viabilizando a retenção do conhecimento.

Objetivos

O propósito do Voice Design é prover o estado pleno de consciência sobre o ato comunicativo e sobre processo, contexto e circunstância comunicacional.

O Voice Design oferece um conhecimento teórico e prático, com propósito de qualificar e ampliar a dimensão a comunicação formal e informal, interpessoal e intrapessoal, estrutura e não estruturada, objetivando potencializar a internação entre as pessoas, motivando – aumento da capacidade de compartilhamento das competências e experiências individuais em prol do conjunto da sociedade.

A missão promove o entendimento mais pleno possível entre as pessoas, gerando ambiente saudável de relacionamento humano.

O objetivo é levar  o aprendiz conhecer com profundidade as características a sua voz, ganhar mais intimidade com ela que permita o domínio completo sobre os seus múltiplos recursos, da habilidade da escuta estruturada e do cenário da comunicação, adequando-a a cada contexto e circunstância.

O Voice Design permite o o controle sobre diferentes parâmetros acústicos de diversas fontes sonoras, com o propósito de potencializar a retenção do conteúdo transmitido.

Abaixo um infográfico para melhor ilustrar os temas abordados nesse livro:

Atributo do Voice Design

 A estrutura conceitual do Voice Design está sustentada numa abordagem multidisciplinar centralizada na oralidade, a partir de uma curadoria realizada em diversas áreas do conhecimento.

Baliza-se na performance da condição melódica da voz sustentada pela estrutura na música instrumental e vocal, como timbre, frequência, entonação, tonalidade, altura, intensidade, amplitude, velocidade, volume, ritmo, harmonia, métrica, arranjo, nota e pausa, entre outros.

Num paralelismo do design gráfico, considerando os seus elementos estruturais, como tons de cor, alinhamento e proximidade, aplicados analogamente ao universo do som produzido pela voz.

Na estrutura do design instrucional e especialmente nos pressupostos do design thinking.

Voice Design tem sua base teórica e prática fundamentada também nos conceitos, fundamentos e processos do design instrucional, aplicações dos atributos da voz e da audição, portanto, dedicados ao campo da oralidade, especialmente subsidiando um dos seus pilares deste área do conhecimento, o da instrução, compreendida como a atividade de ensino que se utiliza da comunicação para fins de aprendizado, bem como, do design, definido como resultado de um processo ou atividade com propósitos e intenções definidas, em termos de forma e de funcionalidade.

O campo do Voice Design tem o atribuito de criar, elaborar, planejar, desenvolver, organizar e modelar os elementos da voz, em um sistema de sonorização vocal capaz de atribuir diversas funcionalidades cognitivas e estéticas aos processos de comunicação, permitindo o controle sobre diferentes parâmetros acústicos de diversas fontes sonoras, materializado pelo desenvolvimento de interfaces analógicas ou digitais, incluindo, a sincronia simultaneidade com a linguagem visual, visando potencializar a fixação do conteúdo exposto, nos diferentes planos e perspectivas audiovisuais, viabilizando a retenção do conhecimento, a partir de um conjunto de procedimentos, tais como:

  • Adequar a mensagem a ser transmitida à mídia eletrônica;
  • Planejar a estratégia a ser adotada para cada contexto e circunstância;
  • Desenvolver didaticamente a sequência lógica do conteúdo;
  • Organizar o roteiro de conteúdo, atentando-se a coloquialidade, a musicalidade e a fluência oral da narrativa;
  • Elaborar o discurso procedendo as marcações sonoras das expressões-chave, e manipular coerentemente os elementos da voz;
  • Alinhar o conteúdo à entonação, ritmo, altura, velocidade, volume, amplitude;
  • Harmonia e frequências sonoras conforme a intencionalidade da mensagem oralizada;
  • Posicionar estrategicamente as pausas para oportunizar a assimilação pelo receptor.

O Voice Design considera que a voz é o recurso humano que semelhantemente a palavra cantada, possui condição melódica por esta razão pertence à família da música, portanto, está inserida no universo do som. [1]

O som emitido pela voz tem um efeito áudio-tátil. Somos tateados pelos sons, sejam notas musicais, palavras cantadas e palavra falada, por intermédio dos ouvidos, mas também pela pele, pelos ossos e por todo corpo, a partir da medula central que recepciona as vibrações físicas do som, mesmo que sutilmente, altera a nossa respiração, nossa pulsação, a pressão sanguínea, a tensão muscular, a temperatura da pele e outros ritmos internos, promove a liberação de endorfina. [2]

O tato é o mais pessoal dos sentidos. A audição e o tato se encontram no ponto em que as mais baixas frequências de sons audíveis passa a vibrações táteis (cerca de 20 hertz). A audição é um modo de tocar, a distância, e a intimidade do primeiro funde-se cada vez que as pessoas se reúnem para ouvir algo especial. [3]

Por esta razão, a comunicação auditiva atua com profundidade no intelecto, levando o receptor ao um grau de atenção intensa, principalmente promovido pela ativação física do som transmitido pela voz. Ao passo que na escrita há uma exigência de concentração ativa no ato da leitura para obter um resultado assemelhado ao proporcionado pela audição.

Na comunicação oral, a voz e a emoção são transmitidas diretamente pelo emissor da mensagem. Ele está representado midiaticamente no ato comunicacional, com ou sem a opção do suporte visual. Já na escrita, o leitor é quem empresta sua voz  e interpreta a emoção contida no texto.

O Voice Design considera que é essencial a prática de planejar, pensar antes de falar, ganhando assertividade na comunicação, diferentemente de falar primeiro e pensar depois, evitando o conflito e o ruído e semeando informação, diálogo e relacionamento humano saudável, prioritariamente focar no proveito do ouvinte, considerando o desafio permanente e sistemático da aprendizagem, do aprimoramento da habilidade de ouvir.




VOICE DESIGN COACHING

Com base na antropologia, sociologia e outras ciências sociais se constata  ao longo da história, estendendo-se aos dias de hoje, uma permanente ação inibidora do uso pleno do atributo da oralidade na cena pública, invariavelmente vista como uma habilidade com alto potencial de ameaça as estruturas de comando.Assim, a escola, mantém em larga escala o predomínio de uma didática expositora de conhecimento, contestada exemplarmente por Paulo Freire como a “Educação Bancária”, papel executado atualmente também pela televisão, disciplinando o silêncio e aalienação da palavra.Além de outras razões, esta é uma das justificativas das pesquisas que insistentemente apontam a exposição oral, o falar em público, como um dos maiores medos do ser humano, superando o medo de altura e da morte, entre tantas, como constata um levantamento em 21/11/2013 pela ABRH-PR.Paralelamente a este cenário, as elites sociais são ensinadas a qualificar a arte da retórica, a desenvoltura verbal e a capacidade de articulação com o propósito do exercício do poder.A cultura letrada promove benefícios inquestionáveis e imensuráveis, apesar da sua indiscutível legitimidade da contribuição do letramento, apresenta um viés de interesse de dominação social, de domesticação do pensamento estruturado, da ditadura das definições e conceituações, das delimitações da racionalidade, com o intuito de ganhar espaço apenas na memória e não no poder individual e coletivo da reflexão.

Ao passo que a oralidade permite a conquista da plena expressão do pensamento, do exercício do poder voltado ao legítimo proveito do coletivo, na formação de liderança, na manifestação da personalidade (Pessoa no grego: Por meio do som), vencer a infantilidade intelectual (Infantil do grego: Aquele que não está habilitado para o  atributo da fala), da expansão da inteligência intuitiva, da estética como meio de aquisição do conhecimento não verbal e da renovação das ideias.

Este diagnóstico aponta para a necessidade de conhecer, entender, experimentar e apreender o universo do design na voz, do desenho (sons visualizados) da voz, do projeto da voz (tradução literal do inglês para o português.

Para isso é que o Voice Design objetiva dar sua contribuição, oferecendo um conhecimento teórico e prático com propósito de ampliar a dimensão da comunicação formal e informal, interpessoal e intrapessoal , estruturada e não estruturada, envolve a lógica da linguagem e a estética da voz.

Voice Design enfatiza a essencialidade da prática de planejar, de pensar antes de falar, ganha assertividade na comunicação, aplicar similarmente na oralidade, o mesmo rigor que geralmente se dedicada a construção da escrita, evitar o conflito e o ruído e semear informação, diálogo e relacionamento humano.
Para viabilizar uma estrutura de capacitação que compreenda a construção de uma engenharia que atenta  a cada demanda específica, foi construído o Voice Design Coaching:

Numa tradução literal do inglês para o português: Treinamento do Projeto da Voz.

Sim, o projeto da voz tem pelo menos dois  sentidos. Um deles se refere a um projeto minuciosamente elaborado e outro sobre a projeção sonora da voz.

O  Voice Design Coaching está sustentado integralmente nos pressupostos consagrados internacionamente de coaching.

Numa primeira configuração o Voice Design Coaching está assim disposto:

Processo coaching:

  1. Especificar as metas comunicacionais a serem alcançadas (pessoal e/ou profissional);
  2. Compreender as contextos e circunstâncias comunicacionais que envolvem o coachee;
  3. Avaliar e identificar as opções existentes;
  4. Escolher as alternativas desejadas para atingir as metas de comunicação;
  5. Definir os passos, eliminar as resistências e decidir quando e onde agir;
  6. Estruturar um planejamento de comunicação que conduza as metas estabelecidas;
  7. Valorizar as conquistas parciais das metas;
  8. Reconhecer a necessidade de aprendizagem continuada;
  9. Registrar a voz em mídia para conhecê-la e reconhecê-la;
  10. Explorar as multiformes possibilidades da voz, mantendo o padrão atual e experimentando novas performances.
  11. Análise do resultado da construção do projeto da voz;
  12. Apresentação do projeto da voz;
  13. Auto-avaliação do coachee;

Metas para o Coachee:

  1. Construir o projeto pessoal da voz;
  2. Adquirir consciência plena do ato comunicativo e do processo comunicacional;
  3. Atingir o potencial de confiança o uso da voz;
  4. Ganhar consistente clareza da comunicação;
  5. Sentir, pensar, expressar o potencial do comunicador;
  6. Desenvolver competências comunicacionais próprias;
  7. Aumentar o nível da comunicabilidade interpessoal e intrapessoal;
  8. Internalizar conteúdos chave para serem transformados em convicção;
  9. Externalizar o conhecimento adquirido, o repertório existencial;
  10. Distinguir o que é interessante, importante e essencial;
  11. Otimizar do tempo de exposição e  a eliminação de excessos;
  12. Priorizar o foco no ouvinte, identificando os sinais emitidos;
  13. Entender a intencionalidade dos códigos sonoros emitidos;
  14. Fornecer feedback regular e de alta qualidade, resultado de uma escuta plena e estruturada;
  15. Usufruir da capacidade de persuasão propositiva;
  16. Aplicar adequadamente o poder da pausa estratégica;
  17. Dar significados aos intervalos entre as palavra para viabilizar a compreensão;
  18. Construir relação saudável com o interlocutor;
  19. Respirar no mesmo ritmo do seu interlocutor para ganhar empatia;
  20. Redução do nível de ruído de comunicação;
  21. Criar indicadores de melhoria da qualidade comunicativa ao longo do processo;
  22. Estar preparado para resolver conflitos;
  23. Compartilhar conhecimentos e experiências;
  24. Focar e envolver-se no contexto do ouvinte;
  25. Perceber a comunicação verbal e não verbal do seu interlocutor;
  26. Promover uma sinergia criativa com o interlocutor;
  27. Elaborar perguntas usando os 5Ws – What (o Quê), Why (Por quê), Where (Onde), Who (Quem), When (Quando)  e os 2Hs – How (Como) e How Many (Quanto);
  28. Encorajar o interlocutor a falar com autenticidade;
  29. Clarificar o que o interlocutor exatamente quer dizer;
  30. Deixar seu interlocutor falar as frases até o fim, atendo o seu raciocínio;
  31. Respeitar o silêncio do interlocutor;
  32. Aprimorar o planejamento de aula, definindo sequenciadamente os temas, sub-temas e a elaboração dos respectivos roteiros;
  33. Comunicar o que é tão relevância para uma significância maior, do que simplesmente uma comunicação apenas espontânea e natural;

Aprendizagem para o Coachee:

  1. Compreender a dimensão perceptiva, cognitiva e estética da voz;
  2. Conhecer os aspectos existenciais do uso da voz;
  3. Entender a voz como manifestação reveladora da identidade do individuo;
  4. Planejar tática e tecnicamente a comunicação;
  5. Elaborar um plano mental de conversação;
  6. Distinguir o que é interessante, importante e essencial;
  7. Aprimorar a habilidade de ouvir e arte de escutar;
  8. Valorizar a atenção dada pelo seu interlocutor;
  9. Entender a intencionalidade dos códigos sonoros emitidos;
  10. Fazer a leitura dos contextos e circunstâncias da comunicação;
  11. Qualificar discurso adequado a linguagem do público;
  12. Compreender o funcionamento cerebral da linguagem;
  13. Entender o papel comunicador do profissional de sucesso;
  14. Compreender a voz como meio de auto-conhecimento e auto-desenvolvimento;
  15. Usar adequadamente a inteligência emocional da voz;
  16. Conhecer os segredos da contação de história (storytelling);
  17. Sintetizar e refletir sobre o que o interlocutor diz;